AIDS: Região Metropolitana do RJ concentra maior taxa de incidência da doença

Foram registrados 37,3 casos por 100 mil habitantes. A menor taxa foi registrada na Região Noroeste, com 13,6 casos por 100 mil. Governo do Estado pactuou com os municípios uma série de ações para reverter esse índice. Neste 1º de dezembro celebra-se o Dia Mundial de Combate à AIDS

card_campanha AIDS 2013-2014A Região Metropolitana do Rio de Janeiro é a que concentra maior taxa de incidência de casos de HIV/AIDS no estado. Foram registrados 37,3 casos da doença por 100 mil habitantes na região em 2011. No mesmo ano, a menor taxa ficou com a Região Noroeste, que registrou 13,6 casos por 100 mil habitantes. O diagnóstico tardio ainda é uma grande preocupação, já que cerca de 40% das mortes causadas pela doença poderiam ser evitadas se o paciente descobrisse a infecção de forma precoce. Em 2012, 27,46% dos pacientes do estado demoraram a descobrir a doença. Na Região Noroeste, proporcionalmente, o número chega a 50% dos casos; na Região Centro-Sul, 42,31%; seguido das regiões Serrana ( 33,85%) e Região Metropolitana II (30,75%).

O diagnóstico e tratamento precoce ajuda não só a melhorar a qualidade de vida do paciente soropositivo, como diminui as chances, por exemplo, da contaminação vertical de mulheres grávidas para seus bebês. Em todo o estado, 30% das gestantes com a doença não usaram antirretrovirais no parto, o que poderia evitar a contaminação vertical, e 24% só souberam que eram soropositivas durante a gestação.

No intuito de aumentar o diagnóstico precoce, a Secretaria de Estado de Saúde pactuou com as secretarias municipais de saúde um plano de ação contra HIV/AIDS. Entre as ações municipais estão o prazo de 15 dias para resultado dos exames de HIV e, consultas em até sete dias para pacientes com resultado positivo da doença. No âmbito estadual, a SES vai ampliar acesso a ambulatórios para tratamento da doença e transformará o Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras, hoje referência no tratamento da tuberculose, em referência também para internação e atendimento ambulatorial da AIDS.

Para saber mais sobre sintomas e como prevenir a AIDS, visite o site Rio Com Saúde.

 
TAXA DE INCIDÊNCIA DE HIV/AIDS NO RJ
MUNICÍPIO 2010 2011
Região Metropolitana I 37,3 37,3
Região Metropolitana II 27,6 27,8
Centro-Sul 21,9 27,4
Baixada Litorânea 21,8 25,1
Norte Fluminense 26,6 24,6
Serrana 14,9 20,4
Baia de Ilha Grande 19,3 18,9
Médio Paraíba 17,9 15
Noroeste 17,6 13,6

*Taxas de Incidência: número de casos por 100 mil habitantes

Números e perfil – No estado do Rio de Janeiro, foram registrados 92.178 casos de AIDS, no período entre 2000 e 2012. A taxa de incidência, que era de 29,9 por 100 mil habitantes em 2000, chegou a 32 por 100 mil habitantes em 2011. Desde 2006, o número de mortes pela doença também aumentou. Foram 1.536 óbitos em 2006 e 1.771 em 2012.

O abismo que separava o percentual de homens e mulheres com Aids no estado do Rio de Janeiro caiu drasticamente do início da epidemia, nos anos 80, até hoje em dia. Se em 1984, a proporção de pessoas com a doença era uma mulher para cada 14 homens, em 2012, a relação passou de dez mulheres para cada 14 homens. Quanto à orientação sexual, no sexo masculino, a Aids é mais presente entre homossexuais. Já no feminino, são as heterossexuais que respondem pela maior parte dos casos. Para ambos os sexos, as maiores proporções de casos de AIDS estão concentradas em pessoas com idades entre 20 e 49 anos.

Para incentivar a realização de exames, a Secretaria de Estado de Saúde, em parceria com a Associação Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH) – instituição financiada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) – criou o programa Quero Fazer. O projeto leva uma unidade móvel com testes rápidos contra AIDS a locais públicos e os exames ficam prontos na hora.

AIDS e Tuberculose – Entre os pacientes soropositivos, a prevalência de tuberculose é de 15%. A doença respiratória já é a principal causa de 20% das mortes em pacientes portadores de HIV em todo o país, segundo o Ministério da Saúde. Ainda de acordo com dados do Ministério da Saúde, estima-se que o Brasil tenha atualmente mais de 655 mil pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Prevenção – Os preservativos são a principal forma de prevenção contra a AIDS e estão disponíveis na rede pública de saúde. No último dia 26 de novembro, a Secretaria de Estado de Saúde distribuiu mais de 250 mil camisinhas às suas UPAs e hospitais.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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