Alto Rio Negro recebe mais uma edição dos Expedicionários da Saúde

Ministério da Saúde, entidades e outros órgãos do governo levarão atendimento a áreas indígenas de difícil acesso. Serão mais de 3,4 mil cirurgias e consultas com especialistas

Até o dia 24 de novembro, as sub-regiões de Iauaretê e Içana, localizadas na região do Alto Rio Negro, no Amazonas, receberão duas amplas ações na área da saúde, onde vivem mais de 36 mil indígenas aldeados. O Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Defesa, Expedicionários da Saúde (EDS) e Fundação Nacional do Índio (FUNAI) realizará a 36ª Expedição da Saúde. O objetivo é realizar procedimentos de média e alta complexidade, como atendimentos ginecológicos e pediátricos, além de cirurgias de tracoma/triquíase (doença que causa cegueira), hérnia, catarata e cirurgia geral, aos indígenas que vivem em lugares de difícil acesso. Ao todo, serão realizadas cerca de 400 cirurgias e 3 mil atendimentos médicos.

Para realizar a 36ª Expedição da Saúde, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Defesa, responsável pela logística das ações, enviou aproximadamente 15 toneladas de equipamentos médicos para o meio da floresta Amazônica, que possibilitarão montar estrutura física, como centro cirúrgico e espaço para a realização de exames de ultrassonografia.

Além dos equipamentos, o Ministério da Saúde está levando todos os medicamentos necessários para o atendimento da atenção primária, e mais de 70 profissionais, entre enfermeiros e técnicos do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro (DSEI). Os Expedicionários da Saúde (EDS) estão, nas duas sub-regiões, com 45 médicos voluntários, que atuam em hospitais de referência como Albert Einstein e Sírio Libanês, em São Paulo. O EDS também está apoiando com medicamentos farmacológicos. Já a Funai está responsável pela alimentação diária das mais de 200 pessoas envolvidas.

AÇÕES – A primeira ação, que teve início nesta terça-feira (8), acontecerá na sub-região de Iauaretê. Nesta área, as cirurgias serão todas voltadas para tracoma/triquíase. Esta doença inflamatória causa cegueira e acontece com maior incidência entre os indígenas. Deverão ser realizadas cerca de 50 cirurgias dessa doença. Esta ação permitirá o Brasil avançar na meta que o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, tem pactuado com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminar a doença no Brasil até 2020.

Na região de Assunção do Içana, os tratamentos, que ocorrerão no período de 18 a 24 de novembro, terão foco nas cirurgias de hérnia, cataratas e atendimento clínico especializado como pediatria e ginecologia. Serão mais de 350 cirurgias.

O mutirão conta com voluntariado de equipes logísticas e de saúde, e com os investimentos feitos pelo Governo Federal e outros apoiadores. Também participam da iniciativa, indígenas das comunidades existentes na região por meio de seus caciques, tuxauas e outros trabalhadores do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Negro.

SOMA DE ESFORÇOS – Para a diretora de Atenção à Saúde da SESAI/MS, Regina Rezende, a atuação dos profissionais, nas ações da Expedição, vai ampliar o acesso à saúde de qualidade das populações indígenas do Alto Rio Negro. “A parceria entre Expedicionários, Exército e Ministério da Saúde, ao longo desses anos do programa, reflete a importância e necessidade de ações de média e alta complexidade em locais que nunca se imaginou. Com o ineditismo das cirurgias de tracoma/triquíase, teremos a oportunidade de extinguir essa doença que acomete alguns povos indígenas dessa região, de tão difícil acesso”, destacou.

Outro desafio dessa atividade é a logística para as instalações necessárias. “Para que essa complexa logística aconteça, a equipe de voluntários EDS já deu início às viagens precursoras para Planejamento da logística e Capacitação dos profissionais responsáveis pela saúde local. Foram dias intensos, onde as equipes se revezaram para visitar as aldeias e escolher o melhor local para instalações do Complexo Hospitalar e acerto de ações junto as lideranças indígenas e de pactuações com os ministérios da Saúde e da Defesa. Cada um fazendo sua parte o sucesso da expedição é inevitável”, disse a coordenadora do EDS, Márcia Abdala.

O comandante da 2º Brigada de Infantaria de Selva (BIS), General Fernando Bandeira, defende que o Exército Brasileiro não poderia deixar de participar ativamente desta ação, que segundo ele é de extrema relevância social. “O nosso apoio será irrestrito e no que precisar, desde o transporte de material, pacientes e segurança para garantir a atenção básica de saúde para todos dessa região de tão difícil acesso”, afirmou.

Em 35 edições, desde 2004, as equipes dos Expedicionários da Saúde já realizaram mais de 6 mil cirurgias e mais de 35 mil atendimentos especializados. A área coberta pelas ações dos voluntários é equivalente ao território da França, sendo a grande maioria de terras indígenas demarcadas.

FONTE: Ministério da Saúde
http://www.saude.gov.br

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