Centros de Trauma do Estado atendem mais de 1,7 mil pacientes em um ano

Hospitais Alberto Torres e Adão Pereira Nunes são referências para atendimento de politraumatizados 

unnamed (1)Primeiro Centro de Trauma do Estado do Rio de Janeiro, a unidade do Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, foi inaugurada em junho de 2013 pela Secretaria de Saúde. Desde então, cerca de 1,4 mil pacientes foram atendidos até junho de 2014, com taxa de sucesso compatível com o recomendado internacionalmente. O Centro de Trauma do Alberto Torres, que fez parte do plano de contingência para a Copa do Mundo, será referência para as Olimpíadas de 2016. Na Baixada Fluminense, em Saracuruna, o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes segue pelo mesmo caminho. A unidade ganhou o segundo Centro de Trauma do estado, que está funcionando plenamente desde o dia 2 de julho deste ano. Em apenas dez dias de funcionamento, 400 pacientes foram atendidos.

As duas unidades recebem emergências e muitos casos graves de politraumatismo, principalmente devido a acidentes automobilísticos. Os Centros de Trauma do Estado contam com uma estrutura moderna e seguem um protocolo internacional utilizado nas principais unidades do mundo.

– A rede pública passou a contar com a mesma política de atendimento de trauma que permitiu a redução de 50% no número de óbitos entre as vítimas politraumatizadas nos Estados Unidos – disse o coordenador do serviço, Rogério Casemiro.

O Centro de Trauma do Alberto Torres foi o primeiro de politraumatizados do país. Ele é resultado de um projeto que começou a ser desenvolvido em 2010, com a consultoria técnica do Centro de Trauma de Baltimore, nos Estados Unidos. O Estado investiu R$ 6,2 milhões em infraestrutura e equipamentos no Centro de Trauma, que conta com três salas de cirurgia, uma delas “inteligente”. No local, o médico pode acompanhar exames em tempo real, o que permite tomada de decisões rápidas sobre procedimentos.

No Centro de Trauma do Adão Pereira, os sete leitos foram alocados próximos ao centro de imagem e aos centros cirúrgicos, que passaram por reformas, contando com sete salas, uma delas “inteligente”, aumentando em 40% a capacidade cirúrgica do hospital.

Nas duas unidades, parte das equipes recebeu treinamento no Ryder Trauma Center, da Universidade de Miami, e no Children’s Hospital, em Washignton.

Hora de ouro – Os centros de trauma trabalham com o conceito de time, integrando as ações dos profissionais da equipe médica e buscando o atendimento rápido, durante a chamada “hora de ouro”. Estudos mostram que se as vítimas forem socorridas em até uma hora após a ocorrência do trauma, elas correm menos risco de morrer ou ter sequelas graves.

Foi o caso do operário Joílson Correia Fidélis, de 27 anos. Em julho de 2013, ele caiu de uma altura de 18 metros enquanto trabalhava e apresentou múltiplas fraturas, inclusive na face. Levado ao Centro de Trauma do Alberto Torres, Joílson precisou ser operado várias vezes.

– Para mim, foi tudo bom. Até hoje os médicos falam comigo, perguntam se está tudo bem – disse o operário.

Deolinda Silva acompanhava o irmão Rodrigo, de 16 anos, que havia sofrido um acidente de moto e passou por cirurgia.

– Quando ele chegou ao Centro de Trauma, foi rapidamente levado ao centro cirúrgico e está se recuperando bem – explicou a técnica de enfermagem.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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