Congresso evidencia crescimento da medicina nuclear no Brasil

Além de atividades educacionais e científicas, reuniões estratégicas que proporcionaram discussões no âmbito das políticas públicas, fundamentais para a regulamentação, financiamento e reconhecimento da especialidade marcaram 29ª edição do evento

unnamedCom mais de 500 participantes de diferentes regiões do Brasil e de outras nacionalidades, a 29ª edição do Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear (XIX CBMN) contemplou diferentes vertentes da especialidade, por meio de atividades educacionais e científicas que proporcionaram o aperfeiçoamento dos especialistas brasileiros.

Organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), o encontro aconteceu de 23 a 25 de outubro, no Centro de Convenções Royal Tulip, no Rio de Janeiro (RJ), e reuniu desde produtores de insumos radioativos e fornecedores a médicos nucleares, pesquisadores, professores, residentes, estudantes, biomédicos, tecnólogos, biólogos, físicos, químicos, farmacêuticos e especialistas com interesse na aplicabilidade de radioisótopos na medicina.

União e fortalecimento foram características que marcaram esta edição do encontro na opinião do presidente do Congresso e da SBMN, Claudio Tinoco Mesquita. “Por meio da colaboração de todos foi possível superar as expectativas e alcançar inúmeras conquistas para a Medicina Nuclear”, avalia.  (confira no facebook mensagem de agradecimento do presidente)

Avanços da especialidade balizaram palestras sobre a aplicabilidade da MN no campo das doenças crônicas oncológicas e não oncológicas. Além disso, houve um resgate histórico apresentado pela médica nuclear Annelise Fisher Thom, o que para a diretoria da Sociedade, possibilitou trazer à memória as raízes da especialidade e mantê-las vivas por meio das novas gerações presentes no Congresso.

O Congresso foi palco ainda de intensas reuniões estratégicas, fundamentais para a regulamentação, financiamento, reconhecimento e fortalecimento da especialidade no Brasil. A SBMN pôde expor as dificuldades que há no fornecimento de radiofármacos; no processo de ampliação do número de exames oferecidos no roll de procedimentos da saúde pública e suplementar, cujo acesso é assimétrico no País. “Acreditamos que a partir da adversidade, nasce a vontade de transformar este cenário, que por sua vez, nos dá a força necessária para empreenderemos esforços e vencermos as dificuldades”, relata Tinoco Mesquita.

Uma das atividades que compôs a grade do Congresso foi sobre o “Plano Nacional de Expansão da Medicina Nuclear”, onde esteve presente a representante da Coordenadoria Geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (SAS-MS), Rubia Gabriela Lima, que também esteve presente no primeiro encontro sobre o Plano. Para ela o encontro trouxe um panorama sobre a situação da pasta e, também, esclarecer sobre a importância de ingressar em consultas públicas ligadas à alta complexidade na saúde.

Para os diretores da reunião que participaram da atividade, George Coura Filho, Ricardo Quartim, Sergio Altino, Juliano Cerci e Beatriz Leme, bem como o presidente, Claudio Tinoco Mesquita, o encontro proveu a aproximação com o MS e melhor entendimento dos mecanismos de sua  regulamentação. O Plano foi estabelecido no primeiro semestre deste ano, durante workshop que reuniu os principais agentes do campo da energia nuclear, ciência e tecnologia, e saúde.

Outros pontos abordados no Congresso cabem à necessidade do desenvolvimento de novos profissionais qualificados e do estabelecimento de diretrizes para os melhores usos dos exames de MN. O encontro possibilitou esclarecer junto à vigilância sanitária aspectos relacionados ao aperfeiçoamento das regulações e regulamentação das melhores práticas da MN.  “Precisamos avançar além da ciência, em questões regulatórias e de financiamento da especialidade”, pontuou Sergio Altino, diretor científico do evento. (assista ao vídeo de Sérgio Altino no Facebook)

Estas atividades contaram com a presença de representantes de esferas governamentais ligadas ao campo da saúde e ciência, como o Ministério da Saúde (MS), Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Instituto Nacional de Pesquisas Energéticas (IPEN), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ainda participaram a Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA), representada por Chao Chia e a Sociedade Americana de Medicina Nuclear e Imagem (SNMI), pelo Prof. Housen Jadvar.

Aguarde: na edição nº 12 da “SBMN em revista”, publicação oficial da Sociedade, haverá uma entrevista exclusiva com o Prof. Jadvar, na qual ele traz sua visão quanto ao cenário da medicina nuclear; ao novo advento que provem das perspectivas trazidas pela “teranóstica”.

Ele ainda confidencia porque ele escolheu a especialidade como carreira, fala sobre formação do médico nuclear, qualificação no exercício da especialidade e dá dicas aos novos médicos que, segundo ele, “são o futuro”!

Jadvar, inclusive, compartilhou ter feito a proposição ao Board Director da entidade, de criar um capítulo brasileiro da sociedade americana. Ele  confidencia ainda que para ele “Medicina Nuclear é a melhor coisa que já aconteceu na medicina”. Confira na próxima edição da revista.

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