Descaso

DF deixa de investir R$ 545 milhões na saúde por falta de projetos

Parece que falta de dinheiro não é o motivo dos problemas da saúde pública no Distrito Federal. Dos R$ 2,8 bilhões previstos para orçamento da saúde em 2011, R$ 545 milhões não foram gastos.

De acordo com o Ministério Público, o dinheiro foi aplicado em uma conta bancária do Governo do Distrito Federal (GDF) e rendeu R$ 13 milhões de janeiro a junho de 2011. O promotor que investiga o caso pediu ao GDF um relatório detalhado de toda a movimentação financeira da Secretaria de Saúde.

Confira a reportagem da TV Brasília sobre o assunto, clique aqui

Ao mesmo tempo que tivemos acesso a esta informação, ficamos sabendo que pelo menos 63 famílias do Distrito Federal vivem hoje a angústia de verem seus parentes doentes e em estado grave à espera de uma vaga em unidade de tratamento intensivo. A Central de Regulação da Secretaria de Saúde busca vagas, mas não há leitos disponíveis na cidade para abrigá-los.

A crise nas UTIs dos hospitais públicos de Brasília se agravou nas últimas semanas, com a morte de doentes que aguardavam o tratamento intensivo. Diante das denúncias, o governo anunciou ontem a abertura de 88 leitos nos próximos dias. Com esses novos espaços, o GDF espera acabar com o deficit na rede pública. O Ministério Público do DF e Territórios informou que cobrará providências. Enquanto isso, o filho recém-nascido do pedreiro Silvan José de Freitas (foto) morreu por não conseguir transferência para uma UTI neonatal.

Mas esse não é o principal problema. A população reclama das péssimas condições de atendimento primário, falta de médicos nos postos de saúde e escassez de medicamentos. Sandra Campos, mãe de uma criança com deficiência cerebral, disse que, neste mês, teve que gastar R$ 200 com a compra de remédios controlados que sempre conseguia receber de graça. O custo pesa no orçamento da família de Sandra, que já desembolsa com exames neurológicos que a rede pública não oferece.

FONTE: CONTER
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