Dia Internacional do Idoso: proteção e cuidados que a Melhor Idade precisa

Mudanças simples no ambiente domiciliar podem evitar acidentes. Em 2016, o Hospital Estadual Getúlio Vargas realizou mais de 25 mil atendimentos voltados para este grupo

Neste domingo, 1º de outubro, se comemora o Dia Internacional do Idoso, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas a ocasião significa muito mais que uma celebração. É preciso que se faça um alerta: os acidentes com idosos são cada vez mais frequentes. Para se ter uma ideia, em uma das maiores emergências estaduais do Rio, o Hospital Estadual Getúlio Vargas, foram realizados mais de 25 mil atendimentos a idosos e 5 mil internações no ano passado. A maior causa de internação na ortopedia da unidade foi por fraturas de fêmur, de 46 internações feitas apenas em agosto deste ano, 32 foram em pessoas com mais de 60 anos de idade.

– Os idosos têm uma fragilidade muito maior da musculatura e na parte óssea, por isso, todo o cuidado ainda é pouco. É preciso ter atenção com detalhes dentro da própria casa para tornar o ambiente mais seguro e confortável para eles – destaca o secretário de Estado de Saúde e também ortopedista, Luiz Antonio Teixeira Jr.

Fraturas, contusões, traumatismos, hipertensão e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) estão entre as cinco principais causas de atendimento a esse público. O coordenador de ortopedia do hospital, Marcos Paulo Mugayar, lembra que a maioria dos acidentes que envolvem idosos acontecem dentro de casa durante práticas simples do dia a dia devido à fragilidade.

– Cerca de 30% dos idosos hoje em dia caem pelo menos uma vez por ano, de acordo com estudos na área. Desse percentual, 15% tem algum tipo de fratura e muitos casos acontecem após queda da própria altura. A curvatura no esqueleto, a marcha mais lenta com o pé arrastado, a diminuição de força muscular e a fraqueza dos ossos são os principais contribuintes para os acidentes – explica o coordenador.

A proteção está em mudanças simples: evitar o uso de tapetes escorregadios e soltos no ambiente, colocar piso antiderrapante, ter atenção com móveis e objetos espalhados pela casa, colocar iluminação adequada, sinalização de degrau e corrimão em escadas e corredores, entre outras medidas que podem fazer a diferença. Além de cuidar do ambiente domiciliar, é importante manter também atividades físicas.

– Costumamos dizer que existe um ciclo vicioso: a pessoa começa a ficar com mais idade e perde força muscular, fica acima ou abaixo do peso ideal, posição curvada e tende a cair com mais facilidade. Visto isso, é preciso reverter a situação para o ciclo vicioso positivo: colocar a atividade física na rotina, para obter o fortalecimento muscular, manter o peso e, assim, diminuir as chances de quedas. Se todos os idosos pudessem caminhar, seria o ideal – destaca Dr. Marcos.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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