Equipe do Programa Estadual de Transplantes participa de cena da novela “Em Família”

Médicos foram convidados para a gravação da captação de órgão e da cirurgia de transplante do personagem de Reynaldo Gianecchini. O desafio do transplante no Brasil ainda é a negativa familiar para a doação de órgãos e apresentar o tema na novela contribui para a conscientização da população. #DoeÓrgãos,salve vidas

Não é exagero dizer que a arte imita a vida. Na ficção, o personagem Cadu, interpretado por Reynaldo Gianecchini na novela “Em Família”, da TV Globo, teve que ser submetido a um transplante de coração. Para se aproximar ao máximo dos procedimentos executados na vida real, uma equipe formada por médicos e enfermeiros do Programa Estadual de Transplantes (PET) participou da gravação, realizada no último sábado (3/05).

A equipe do PET reproduziu uma cirurgia de retirada do coração do doador e também esteve presente no transporte do órgão entre doador e receptor. Médicos do Hospital de Cardiologia de Laranjeiras “atuaram” no reimplante do órgão no personagem de Giannechini.

Para a gravação das duas cirurgias, foi montado um centro cirúrgico cenográfico em estúdio. Com ajuda de uma consultoria médica, o ambiente reproduziu perfeitamente e com riqueza de detalhes uma sala de cirurgia real. O resultado da mistura entre realidade e ficção poderá ser visto no capítulo da novela “Em Família” desta terça-feira (6).

No site da novela, bastidores da gravação.

Novela tem importante papel de alertar a sociedade – Apesar de vir aumentando progressivamente a captação de órgãos para transplante no Rio de Janeiro, ainda se encontra um difícil obstáculo quando esse é o assunto: a negativa familiar. Em 2013, quase 50% das famílias de pacientes com morte encefálica não autorizaram a doação de órgãos. Os motivos mais comuns para a não autorização são a falta de consenso entre os parentes e a falta de compreensão de que a morte encefálica é um diagnóstico irreversível.

Atualmente, mais de 1.900 pessoas estão à espera de um transplante no Rio de Janeiro e essa realidade só pode ser mudada se as famílias doarem órgãos. Este ano, já foram feitas 80 captações de órgãos em todo Rio de Janeiro e realizadas 154 cirurgias de transplantes.

Esperar pra quê? – Em 2013, o Programa Estadual de Transplantes lançou  a campanha ‘Esperar Pra Quê?’, para incentivar a doação de órgãos e a discussão do tema entre as famílias. A campanha conta com o apoio de líderes de diferentes religiões, famílias de doadores, receptores e de profissionais de saúde.

Assista ao vídeo da campanha ‘Esperar Pra Quê?

Disque-Transplante: ligue 155
Para mais informações, acesse www.transplante.rj.gov.br

 Estado investe em centros transplantadores – A inauguração em fevereiro de 2012 do Centro Estadual de Transplantes (CET), no Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca; e o início das cirurgias de transplantes pediátricos em abril do mesmo ano no Hospital Estadual da Criança (HEC), em Vila Valqueire, foram fundamentais para alcançar essa marca. Em menos de um ano de funcionamento, as duas unidades já ocupam o segundo lugar nacional no ranking de transplantes hepáticos realizados; perdendo apenas para uma unidade privada de São Paulo.

Organização de Procura de Órgãos (OPOs) – Para 2014, a principal ação do PET é a abertura das Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) do estado do Rio de Janeiro. A primeira funcionará no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac), no Humaitá. As OPOs são organismos de coordenação supra-hospitalar, responsáveis por organizar e apoiar as atividades relacionadas ao processo de doação de órgãos e tecidos. Elas vão descentralizar o processo de doação de órgãos e tecidos, fazendo uma cobertura regional pré-estabelecida.

Como funciona o processo – Ao diagnosticar a morte encefálica, a Comissão Intra-Hospitalar de Doações de Órgãos e Tecidos de cada unidade entra em contato com o Programa Estadual de Transplantes para organizar o processo de doação e captação. A comissão tem papel fundamental neste processo, pois faz a abordagem e entrevista familiar de solicitação e doação de órgãos e tecidos, aumentando as chances de sucesso entre as notificações de possíveis doadores.

Números no estado – Desde a criação do Programa Estadual de Transplantes (PET), em 2010, o Rio de Janeiro vem colecionando bons resultados na área de transplantes. O Programa é responsável por aumentar ano a ano o número de captações de órgãos e transplantes em todo o estado. Em 2013 foram feitos 587 transplantes – um aumento de 124% em relação a 2010, quando foi criado.

Paralelamente, a Secretaria de Estado de Saúde criou parcerias para a criação de dois bancos de olhos no estado, e abriu o Centro Estadual de Transplantes e o Hospital Estadual da Criança, responsável por transplantes infantis, além de habilitar o Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu para transplantes de tecido músculo esquelético.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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