Estado do RJ já oferece atendimento diferenciado a vítimas de violência

Somente em 2012, foram notificados quase 1.500 casos de violência doméstica apenas nos hospitais gerenciados pelo Governo do Rio de Janeiro

SOS_MulherA presidente Dilma Rousseff sancionou esta semana projeto de lei sobre atendimento a vítimas de violência sexual, que determina que o atendimento dos hospitais da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) a vítimas de estupro deverá compreender o serviço de “profilaxia da gravidez” e “fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”. A rede pública de saúde do Estado implementou um serviço diferenciado às vítimas de violência física e sexual, em especial mulheres e crianças. Coordenadores das sete unidades de emergência e dos Hospitais Estaduais da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, e da Mãe, em Mesquita, participaram no início de 2013 de série de oficinas de capacitação, coordenadas pela equipe de humanização e área técnica de violência da Secretaria de Estado de Saúde.

O serviço consiste em oferecer acolhimento de saúde diferenciado às vítimas de violência, com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, além de apoio psicólogico aos pacientes e familiares. Também será adotado um protocolo diferenciado de atendimento. O Hospital Estadual Albert Schweitzer será o primeiro a implementá-lo nos próximos meses.

No Hospital Estadual Heloneida Studart, o serviço SOS Mulher, que presta atendimento emergencial, ambulatorial e individual para vítimas de violência, funciona 24 horas por dia. O atendimento em casos de abuso sexual é feito a partir dos 12 anos. A equipe providencia medidas imediatas para prevenção da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Segundo a psicóloga Maria Luiza Cordeiro, as vítimas recebem um kit de medicação anti-HIV, que deve ser tomado por 28 dias.

– A medicação gera muito mal-estar, e muitas desistem do tratamento. Reparamos que as adolescentes se recuperam mais rapidamente do trauma do que mulheres mais velhas – disse a psicóloga.

A assistente social Quésia Lima enfatiza que as vítimas de violência doméstica têm entre 25 anos e 45 anos.

– Hoje, as mulheres se sentem mais seguras na hora de denunciar. Antes, elas prestavam a queixa e sabiam que não adiantaria em nada. A Lei Maria da Penha foi um ganho – afirmou Quésia.

Notificação – A Ficha de Notificação/Investigação de Violência Doméstica, Sexual e/ou outras Violências foi implementada no Rio de Janeiro em 2010. Foi criada pelo Ministério da Saúde com o objetivo de unificar as notificações compulsórias de violência da criança, adolescente, mulher e idoso. As informações alimentam sistema próprio criado pelo MS, a Vigilância de Violência e Acidentes (Viva). Nas situações de violências envolvendo crianças, adolescentes, mulheres e idosos, a notificação é de caráter compulsório e contínuo conforme determinado pela Lei nº 8.069 de 1990 (Estatuto da Criança e Adolescente); a Lei nº 10.741 de 2003 (Estatuto do Idoso); e a Lei nº 10.778 de 2003 (Notificação de Violência contra Mulher).

Números – Somente em 2012, foram notificados quase 1.500 casos de violência doméstica apenas nos hospitais estaduais do Rio, sendo que 51% eram mulheres. No ano passado, os Hospitais Estaduais Getúlio Vargas e Adão Pereira Nunes foram os que mais atenderam mulheres vítimas de violência doméstica.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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