Hospital Estadual Adão Pereira Nunes já captou mais órgãos do que 11 estados brasileiros em 2012

Trabalho da unidade será homenageado com prêmio oferecido pelo Ministério da Saúde no Dia Nacional da Doação de Órgãos

No Dia Nacional de Doação de Órgãos, o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN) tem o que comemorar. A unidade foi responsável, só este ano, por 24 captações de órgãos. O número já é 116% maior do que todo o ano de 2011. Sozinho, o hospital captou mais do que 11 estados brasileiros. O trabalho rendeu frutos e o HEAPN recebe o prêmio “Destaque na Promoção da Doação de Órgãos” pelo Ministério da Saúde.


As notificações de potenciais doadores também cresceram, passando de 51, em 2011, para 73 até setembro deste ano. Por trás desses resultados está o trabalho da Comissão Intra-Hospitalar de Doações de Órgãos e Tecidos da unidade. Formado por médico, enfermeiro, psicólogo e assistente social, o setor faz uma busca ativa em setores como emergência e terapias intensivas a procura de possíveis doadores de órgãos e tecidos e contata as famílias. Conforme a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), os doadores mais indicados são os que têm morte encefálica e por coração parado.


– Quando ocorre a morte do paciente, o parente não tem mais nenhuma dúvida sobre como se dá a doação. Damos a liberdade da decisão, adotando uma cultura de atendimento humanizado. Nossa meta é contribuir para a diminuição da fila por órgãos no estado – diz Ana Paula Machado, enfermeira responsável pela Comissão Intra-hospitalar do HEAPN.


Como funciona o processo – Ao diagnosticar a morte encefálica, a comissão entra em contato com o Programa Estadual de Transplantes para organizar o processo de doação e captação de órgãos e tecidos. A comissão tem papel fundamental neste processo, pois faz a abordagem e entrevista familiar de solicitação e doação de órgãos e tecidos, aumentando as chances de sucesso entre as notificações de possíveis doadores.


– Uma comissão bem estruturada e atuante contribui bastante para todo o processo, identificando potenciais doadores e preparando os familiares para o processo, aumentando em muito os índices de efetivação de doações – afirma Rodrigo Sarlo, coordenador do Programa Estadual de Transplantes.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro 
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