Hospital Estadual da Criança é referência no tratamento do Pé Torto Congênito

O Dia Mundial do Pé Torto, 3 de junho, visa chamar a atenção da sociedade e reforça a importância do tratamento

A cada mil crianças, até duas nascem com o pé torto congênito no mundo. Mais comum do que se imagina, essa má formação surge ainda na gestação e, quanto antes a criança for tratada, maiores são as chances de recuperação do posicionamento normal dos pés. Localizado em Vila Valqueire, Zona Oeste do Rio, o Hospital Estadual da Criança (HEC) é referência no tratamento na rede estadual de saúde e já recuperou 461 pacientes.

– A má formação que causa o pé torto é a mais comum no Brasil e, com o tratamento, é possível reverter o quadro. Como nas primeiras semanas de vida há mais facilidade para a manipulação do bebê, o ideal é que o tratamento seja iniciado o quanto antes. A intervenção cirúrgica é pequena e, seguindo as orientações médicas, a recuperação da criança ocorre sem qualquer transtorno – explica o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

A unidade possui um ambulatório referência na rede de saúde do Estado e tem como base de tratamento a utilização do método Ponseti, considerado o mais eficiente e menos traumático, visto que evita cirurgias extensas e que podem causar dor crônica e até artrose quando o paciente se torna adulto.

– O pé torto congênito normalmente surge ainda na fase de desenvolvimento do membro, entre 8ª e a 14ª semana de gestação. Mesmo sendo indicado nas primeiras semanas de vida, é possível também ser realizado em crianças com mais tempo de nascidas – destaca Camila Bedeschi, médica responsável pelo ambulatório do Pé Torto no Hospital Estadual da Criança.

O procedimento se inicia com cuidadosos alongamentos dos tecidos que formam os ligamentos, cápsulas articulares e tendões, corrigindo gradualmente a deformidade óssea, e aplicação de gesso, que é renovado para manipulação dos pés até que ocorra o alinhamento necessário. Dentro deste processo, uma pequena intervenção cirúrgica é feita, denominada Tenotomia do Tendão de Aquiles, para maior flexibilidade do tecido. A última etapa consiste na utilização de uma órtese que impede que a deformidade retorne.

Os médicos da unidade reforçam que, além do serviço realizado dentro do hospital, o papel da família também é essencial para a recuperação total da criança. Ir às consultas regularmente e seguir as recomendações médicas fazem o tratamento ser um sucesso, possibilitando uma vida mais comum e sem transtornos aos pequenos.

– O comprometimento dos pais é muito importante e é um dos processos principais dentro do tratamento. É preciso que a família siga à risca as recomendações de utilizar a órtese no período necessário, por mais que o problema pareça já estar corrigido, para que ele não reapareça – completa a médica.

Cristiane Henrique Dias, mãe da pequena Gabriella Alves dias, de 1 ano e 2 meses, segue com sua filha em tratamento no Hospital da Criança. A mãe descobriu a deformidade em sua bebê após uma ultrassonografia morfológica, mas ao dar entrada na unidade teve uma outra percepção do problema.

– Quando fiquei sabendo que minha filha tinha Pé Torto eu não acreditei, achei que ela nunca andaria. Hoje, esse receio já ficou no passado. Logo na primeira consulta no hospital, o médico me explicou todo o procedimento e a possibilidade de cura, segui o que foi recomendado e a recuperação foi excelente. Agora é só continuar o tratamento para o problema não voltar – relata Cristiane.

Uma equipe multidisciplinar – composta por enfermeiros, cirurgiões, assistente social e ortopedista – atua no ambulatório do HEC desde 2014. A experiência dos profissionais e a manipulação correta durante o processo de cura reforçam a excelência do serviço oferecido na unidade e é destacado pela mãe da paciente Gabriella.

– Eu achava que não conseguiria um hospital público bom para este tratamento, mas quando entrei no HEC vi que ele era melhor que muitos particulares. Tem toda uma estrutura pra cuidar tanto da mãe, quanto pra criança. Minha filha tem até plano de saúde, mas aqui recebi um tratamento melhor que na rede particular. Aqui eles cuidam da gente mesmo – relata a mãe.

As famílias que precisam de orientação sobre o tratamento para Pé Torto Congênito devem procurar uma clínica da família ou posto de saúde que, após avaliação médica, devem ser inseridas no sistema de regulação do Governo do Estado (SER) para encaminhamento à uma unidade referenciada.

Dia Mundial do Pé Torto – Instituído em 3 de junho pela Ponseti International Association (PIA), o Dia Mundial do Pé Torto foi criado para a conscientização dos casos da deformidade e tornar cada vez mais conhecido o tratamento pelo Método Ponseti. A data foi escolhida baseada no nascimento do espanhol Dr. Ignacio Ponseti, (1914-2009), desenvolvedor do método.

Sobre o HEC – O Hospital Estadual da Criança, localizado em Vila Valqueire, é a primeira unidade do estado do Rio voltada para o atendimento pediátrico de 0 a 19 anos em casos de média e alta complexidade como cirurgias gerais, ortopédicas, neurocirurgias, microcirurgia, plástica, tratamento oncológico e transplantes renais e hepáticos. Em 2015, o HEC se destacou por oferecer atendimento de alto padrão, com a chancela do certificado de excelência concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). No estado do Rio, o HEC é o único hospital público certificado com ONA nível 03 de excelência e está entre os dez que possuem a certificação no Brasil.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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