Hospital Estadual da Mulher terá projeto pioneiro de oferta de métodos contraceptivos para adolescentes

Iniciativa visa estabelecer canal de comunicação com jovens mulheres para  fornecer informações e ampliar a relação com a comunidade

O Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart (HEMHS) dará início a um projeto pioneiro de conscientização da importância de contracepção na adolescência, no qual meninas de 12 a 17 anos terão oportunidade de conversar sobre exercício seguro e responsável da sexualidade, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e contracepção eficaz para essa faixa etária que incluem métodos de longa ação (LARC), tais como implante hormonal, com duração de três anos, DIU de cobre, com duração de 10 anos e DIU de progesterona (duração de 5 anos). O público alvo abrange jovens mães que deram à luz na unidade e alunas das escolas da Baixada Fluminense. O hospital é referência no atendimento de gestantes e bebê de alto risco e tem cerca de 10% de suas pacientes nesta faixa etária.

O anúncio do início do projeto voltado às jovens mães foi feito durante a palestra “Impacto dos LARCs Sobre as Gestações Indesejadas”, que contou com a presença do secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.

 – A gravidez na adolescência é um problema de saúde pública, por isso, vamos desenvolver um projeto com 1.000 adolescentes da Baixada Fluminense e depois expandir para o Estado. O Hospital da Mulher está realizando um trabalho de excelência e queremos, a médio prazo, levar esta experiência às outras unidades. Neste primeiro momento, vamos adquirir mil kits de implante do hormônio etonogestrel, que inibe a gravidez por três anos, para serem aplicados nas adolescentes que fazem parte do projeto no HEMHS – afirmou o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.

A palestra foi ministrada pela professora associada do Departamento de  Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Carolina Sales Vieira, que apresentou estudos que mostram a vulnerabilidade de mulheres que engravidam e fazem parte dos chamados “grupos de risco”, que podem ser adolescentes, usuárias de drogas ou vitimas de violência. Nestes casos, estatisticamente, as chances de se ter uma gestação saudável é menor, tendo em vista que na maior parte dos casos a gravidez não é planejada.

 – O mais importante em toda esta discussão é garantir que todas as mulheres tenham seu direito de fazer ou não o uso de método contraceptivo respeitado e que cada uma possa utilizar o método que seja melhor para ela. Estamos lutando para que as brasileiras tenham seus corpos respeitados e o Hospital da Mulher dá uma importante contribuição neste sentindo – afirma Carolina Vieira.

Mais do que disponibilizar um método contraceptivo a longo prazo que proteja as adolescentes de uma gravidez indesejada, o Hospital da Mulher está criando um canal de comunicação com estas jovens para oferecer informação e ampliar o cuidado para além do espaço do hospital e fazer com que elas percebam que são responsáveis por seus corpos e sua saúde e tomem cuidados como o uso contínuo do preservativo, que é de importância fundamental.

 Parceria com a comunidade – O HEMHS foi inaugurado em 2010, em São João de Meriti. Em março de 2016, o diretor-geral, Helton Setta, e a diretora clínica, Ana Teresa Derraik, fizeram uma visita ao CIEP próximo à unidade e, em conversa com os responsáveis, souberam que havia um alto índice de adolescentes grávidas. Com estes dados em mãos, os diretores decidiram unir forças para orientar essas jovens a cuidar da saúde e planejar suas gestações.

 O primeiro passo foi convidá-las para uma palestra sobre contracepção, ministrada pela dra. Ana Teresa, com formação e ginecologista e obstetrícia e estudiosa da causa da mulher. Com auditório lotado, mais de 50 jovens puderem tirar dúvidas, ouvir orientações e entender melhor seus corpos.

O próximo passo é convidar as jovens que assistiram a palestra para que voltem ao hospital para serem consultadas e receber orientações sobre planejamento familiar. Na ocasião, serão oferecidas as adolescentes que desejarem métodos contraceptivos, entre eles, o implante hormonal.

Sobre a unidade – O HEMHS realiza, em média, 400 partos por mês e 8 mil atendimentos e conta com uma infraestrutura de 59 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto e Neonatal e Unidade Intermediária (UI) Neonatal. Um dos diferenciais da unidade é a Casa da Mãe, lugar onde a puérpera fica hospedada caso seu bebê precise permanecer internado para cuidados na UTI ou na UI. Mais de 75% das pacientes que dão à luz na unidade são moradoras na Baixada Fluminense.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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