IEDE promove evento para comemorar o Dia Internacional da Tireoide

Alterações na glândula atingem 60% da população brasileira em algum momento da vida

Celebrado em 25/05, o Dia Internacional da Tireoide foi criado para alertar a população para os problemas de saúde que alterações nessa glândula fundamental para o bom funcionamento do organismo podem causar. Na data, o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE) promoveu palestra sobre disfunções tireoidianas, bócio, nódulos e hipo e hipertiroidismo, com distribuição de material informativo, e demonstração prática do autoexame da tireoide. O evento aconteceu das 7 às 10h (pátio da unidade) e às 13h (auditório) e foi aberto para pacientes e público externo.

– É muito importante informar à população sobre as alterações da tireoide, pois estão entre as doenças endócrinas mais comuns e, muitas vezes, evoluem sem diagnóstico por muitos anos. Com mais informação, o próprio paciente pode suspeitar da presença de uma doença tireoidiana se souber quais são os seus indícios – explica o diretor do IEDE, Ricardo Meirelles.

Situada na parte inferior do pescoço, a tireoide é uma glândula que produz e libera hormônios responsáveis por regular a função de diversos órgãos, como rins, cérebro, coração e fígado. Níveis superiores ou inferiores de produção de hormônios nessa glândula provocam no organismo o hipertireoidismo ou o hipotireoidismo, respectivamente. As duas doenças têm tratamento, ambos com bons resultados para o paciente.

A dona de casa Sonia Muniz, de 62 anos, estava no Iede pela primeira vez para uma consulta. Ela foi encaminhada ao instituto pelo serviço de saúde onde se tratava para avaliar se precisará ser sua submetida a uma cirurgia por conta de sua alteração na tireoide, descoberta há seis meses.

– Meu mastologista identificou um nódulo no meu pescoço durante uma consulta e me pediu exame de sangue e ultrassonografia. Daí tive a confirmação – conta ela.

Sua filha, Jéssica Muniz Ferreira, 30 anos, acompanhava a mãe e aproveitou a ação para fazer o autoexame da tireoide. Com o auxílio de uma profissional do instituto, foi identificado um nódulo na região.

– Nunca desconfiei que pudesse ter algum problema na tireoide. Recentemente, tive queda de cabelo, minha pele ficou ressecada, minhas unhas quebradiças, tenho sentido cansaço e prisão de ventre. Depois de assistir ao vídeo que exibiram aqui sobre o assunto, estou constatando que todos são sintomas de alteração na glândula e realmente devo ter o problema – relata Jéssica, que já recebeu encaminhamento para uma consulta no instituto na próxima semana.

O aparecimento de nódulos na tireoide também é uma situação comum. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), esses nódulos afetam cerca de 60% da população brasileira durante algum momento na vida. Apesar de 90% deles serem benignos, sempre é necessária uma investigação por um endocrinologista.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a taxa de incidência de câncer de tireoide tem aumentado cerca de 1% ao ano na maioria dos países do mundo. No Brasil, o instituto previu que, em 2016, fossem diagnosticados 6.960 novos casos, 84% deles entre mulheres. De acordo com o órgão, esse tipo de câncer representa de 2% a 5% dos cânceres femininos e menos de 2% dos cânceres masculinos. A doença atinge, em sua maioria, mulheres acima dos 35 anos e pessoas expostas à radiação no pescoço e na cabeça.

No Brasil, cerca de 60% dos pacientes com este tipo de câncer recebe o diagnóstico já em estágio avançado. Por isso, é importante estar atento a sintomas como problemas respiratórios, dificuldade de engolir, tosse persistente, nódulo ou inchaço na região do pescoço, rouquidão ou alterações na voz que não somem e procurar ajuda médica. Quando diagnosticado e tratado precocemente, aproximadamente 85% dos pacientes conseguem retornar a sua rotina.

A principal forma de tratamento é a cirurgia para a remoção dos nódulos anormais (tireoidectomia). Após o procedimento, o paciente passa a ingerir hormônios para substituir os que não podem mais ser produzidos pela tireoide e, dependendo da avaliação médica, o tratamento é estendido com terapias contendo iodo radioativo.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

Esta entrada foi publicada em Blog e marcada com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *