Médica do Instituto Estadual do Cérebro é a primeira mulher a tomar posse na área clínica da Academia Nacional de Medicina

b_800_600_0_00_images_stories_ASCOM_instituto_do_cerebro_-_Academia_Nacional_de_Medicina_-_Monica_Gadelha_077O dia 27 de maio de 2014 está entrando para a história da Medicina brasileira. Pela primeira vez, uma mulher toma posse na seção de Medicina (Área Clínica) da tradicional e prestigiada Academia Nacional de Medicina (ANM), instituição com 184 anos de existência. A escolhida, após uma eleição disputadíssima, foi a médica endocrinologista Mônica Gadelha, coordenadora do serviço de neuroendocrinologia do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC).

A eleição se justifica quando conhecemos a trajetória de Mônica. Sempre muito próxima do serviço público de saúde, ela se formou em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1989. Começou a dar aulas na instituição em 1995, ano em que finalizou o mestrado também na universidade. Em 1996, deu início ao doutorado, finalizado em parceria com a University of Illinois, em Chicago. A médica retornou ao Brasil no fim de 1999 e, em 2013, foi convidada por Paulo Niemeyer Filho para assumir a coordenação do serviço de neuroendocrinologia do então recém-inaugurado IEC.

Em noite de gala, Mônica garantiu que participará ativamente da Academia Nacional de Medicina.

– A medalha da instituição é a maior consagração para um médico. Estou orgulhosa de tê-la em meu peito. Esse momento é único em minha vida profissional e tenho gratidão por todos que me ajudaram nessa conquista, especialmente as minhas filhas, que estiveram sempre ao meu lado – comemorou.

Tumores de hipófise – No ambulatório de neuroendocrinologia do IEC, Mônica já realizou 651 consultas e encaminhou para cirurgia 119 pacientes com diferentes tumores da hipófise. É um dos ambulatórios mais produtivos do instituto e possui volume de cirurgias de nível mundial.

– Para os pacientes, o Instituto Estadual do Cérebro é realmente um presente. E não só para eles, mas também para os médicos, pois temos ótimas condições de trabalho. Aqui, muitas vezes, temos recursos melhores do que no serviço privado. Conseguimos fazer o que já é possível em vários lugares do mundo. Na área de tumor hipofisário, por exemplo, temos estrutura para realizar todas as etapas de um diagnóstico impecável, além de neurocirurgiões com grande expertise neste tipo de cirurgia – analisa Mônica.

Para chegar à excelência do serviço, uma intensa rotina de trabalho é seguida por Mônica. O atendimento ambulatorial acontece às segundas, quartas e sextas-feiras durante todo o dia. Às quartas pela manhã são realizadas sessões multidisciplinares de discussão dos casos que estão em tratamento. Mônica e sua equipe fazem o acompanhamento clínico dos casos, incluindo diagnóstico, pré e pós-operatório. Todo o cuidado com os pacientes é recompensado.

– A família de um paciente fez uma carta muito bonita de agradecimento para nossa equipe. Eles se sentem muito valorizados e acolhidos aqui. O fluxo do tratamento funciona e isso dá tranquilidade a eles – avalia a médica.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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