Ministro da saúde debate situação da dengue em São Paulo

Foram discutidas medidas para fortalecer a vigilância, prevenção e assistência aos pacientes com a doença. No país, aumentou as notificações, mas houve redução dos casos graves e óbitos

Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, esteve nesta sexta-feira (6) em São Paulo onde participou de reuniões e eventos, chamando a atenção para a importância do combate ao mosquito transmissor aedes aegyti (dengue). Na ocasião, o ministro também discutiu o fortalecimento da rede de assistência para o atendimento aos pacientes com a doença. O encontro contou com a presença do prefeito Fernando Haddad e de mais de 600 gerentes e diretores clínicos responsáveis pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de São Paulo.

Na reunião, o ministro chamou a atenção que, pela questão sazonal, nos próximos dois meses ainda poderá haver aumento de casos. “O período de março a maio é, historicamente, o de maior transmissão da dengue, e isso acende o alerta para a necessidade de redobrar as ações de vigilância”, observou. O ministro destacou a importância do pronto atendimento e diagnóstico correto aos pacientes com a doença, para evitar casos graves e óbitos.

O ministro explicou que a identificação rápida dos sinais de agravamento é decisiva para evitar óbitos. “Dengue, com dor abdominal persistente e com vômitos, é sinal de agravamento. A pessoa com esses sintomas precisa ser hidratada imediatamente. Não precisa, sequer, esperar para ir ao hospital ou para a Unidade de Pronto Atendimento. Na própria poltrona da Unidade Básica de Saúde, do posto ou da clínica privada, já se deve começar a hidratação. Isso é decisivo para que não ocorram óbitos”, alertou.

Na ocasião, o ministro apresentou novos números da doença. Nos dois primeiros meses do ano, registrou-se aumento de 139% dos casos notificados de dengue, comparado ao mesmo período do ano passado. Foram 174.676 notificações em janeiro e fevereiro de 2015, contra os 73.135 do ano passado.

“É preciso eliminar os criadouros do mosquito ao longo de todo ano, redobrando os cuidados, nesta época em especial, e acabar com as larvas nos nossos domicílios. As prefeituras devem fazer o processo de pulverização onde encontramos situação epidêmica e os serviços de saúde, públicos e privados, adotar os protocolos de manejo dos pacientes indicados pelo Ministério da Saúde”, destacou o Chioro.

BALANÇO – Entre janeiro e fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde registrou um aumento de 139% dos casos notificados de dengue, comparado ao mesmo período do ano passado. Foram 174.676 notificações em janeiro e fevereiro de 2015, contra os 73.135 de 2014. Por outro lado, os números preliminares de óbitos, casos graves, além da nova denominação “dengue com sinais de alarme” apresentaram queda. Os 555 casos de dengue com sinais de alarme – quando a doença tem maior chance de se agravar – são 28% menor que os 771% registrados em 2014.

Nos casos graves, a redução foi de 17,2%, caindo de 93 – em 2014 – para 77, em 2015. A queda nos óbitos foi 37% (62, em 2014, para 39, em 2015).

De acordo com o ministro, a estocagem inadequada de água pode ser um dos fatores que aumentam a proliferação do mosquito. “Em muitas regiões, por conta da falta de água, as pessoas acabaram acumulando água em casa. Isso ajudou também a ampliar a proliferação do mosquito”. Segundo Chioro, 15 minutos são suficientes para que as famílias façam uma vistoria em casa e elimine qualquer situação que pode servir de criadouro do mosquito, como toneis de água destampados, vasos de plantas, calhas sujas, brinquedos de crianças.

REFORÇO – Para qualificar as ações de combate aos mosquitos transmissores da dengue e do chikungunya, o que inclui a contratação de agentes de vigilância, o Ministério da Saúde repassou um recurso adicional de R$ 150 milhões a todos os estados e municípios brasileiros. Deste total, R$ 121,8 milhões foram para as secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões para as secretarias estaduais. O valor representa um subsídio de 12% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde de R$ 1,25 bilhão.

A preparação contra a dengue foi reforçada com a distribuição de insumos estratégicos, como larvicidas, inseticidas e kits para diagnóstico. Além disso, o Ministério da Saúde elaborou e divulgou os planos nacionais de contingência de dengue e chikungunya e assessorou estados na criação dos planos locais. Realizado em novembro de 2014, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) foi repetido por municípios em fevereiro. O levantamento é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, por possibilitar aos gestores locais de saúde identificar os locais mais críticos com a presença do mosquito transmissor e antecipar as ações de prevenção.

DIVULGAÇÃO – Desde novembro do ano passado, o Ministério da Saúde e as secretarias municipais de saúde veiculam a campanha de combate à dengue e ao chinkungunya, que tem como slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”. São divulgadas orientações à população sobre como evitar a proliferação dos mosquitos causadores das doenças e alertar sobre a gravidade das enfermidades. O Ministério da Saúde recomenda algumas medidas de prevenção, entre elas: manter as caixas d’água e outros recipientes de armazenamento de água fechados; colocar as garrafas com a boca para baixo; não deixar água acumulada sobre a laje ou calhas; manter a lixeira fechada; colocar areia nos pratos das plantas, entre outras.

FONTE: Ministério da Saúde
http://www.saude.gov.br

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