Negativa familiar ainda é o principal empecilho para a doação de órgãos

No Rio de Janeiro, quase 50% das famílias não autorizam a doação de órgãos de pacientes com morte encefálica. Governo do Estado lançou em 2013 a campanha ‘Esperar Pra Quê?’ como incentivo à doação

b_800_600_0_00_images_stories_ASCOM_PET-ComemoracaoUERJ_PET_-_evento_comemoracao_dia_do_doador_-_UERJ_046Apesar de vir aumentando progressivamente a captação de órgãos para transplante, o estado do Rio de Janeiro ainda encontra um importante obstáculo quando esse é o assunto: a negativa familiar. Em 2013, quase 50% das famílias de pacientes com morte encefálica  não autorizaram a doação de órgãos. Os motivos mais comuns para a não autorização são a falta de consenso entre os parentes e a falta de compreensão de que a morte encefálica é um diagnóstico irreversível. Hoje já são mais de 1.900 pessoas à espera de um transplante no estado. Em 2014 foram feitas 27 captações até o dia 10 de fevereiro.

– É um gesto nobre de amor ao próximo. Mesmo no momento de dor, é preciso pensar que a doação dos órgãos de um ente querido poderá ajudar a salvar a vida de pessoas que estão à espera de um órgão, e só tem essa alternativa. A negativa das famílias reflete diretamente no número de transplantes realizados. A doação de órgãos não deve ser um assunto tabu – explica Rodrigo Sarlo.

Programa Estadual de Transplantes (PET) – Criado em 2010, o Programa Estadual de Transplantes (PET) conseguiu em dois anos tirar o Rio de Janeiro da lanterna nacional na captação de órgãos para o segundo lugar no ranking. Em 2013, o recorde de doações no estado foi batido: em todo o ano foram registrados 225 doadores, contra 221 em 2012. Ao longo do ano passado, foram 1.434 cirurgias de transplante em todo o estado, entre cirurgias de coração, fígado (de doadores vivos e cadáveres), rim (doadores vivos e cadáveres), medula óssea, córnea e osso. Entre as operações realizadas, os números de rim (408) e córnea (310) registraram recordes.

Esperar pra quê? – Em 2013, o PET lançou a campanha ‘Esperar Pra Quê?’, para incentivar a doação de órgãos e a discussão do tema entre as famílias. A campanha conta com o apoio de líderes de diferentes religiões, famílias de doadores, receptores e de profissionais de saúde.

Estado investe em centros transplantadores – A inauguração em fevereiro do ano passado do Centro Estadual de Transplantes (CET), no Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca; e o início das cirurgias de transplantes pediátricos em abril no Hospital Estadual da Criança (HEC), em Vila Valqueire, foram fundamentais para alcançar essa marca. Em menos de um ano de funcionamento, as duas unidades já ocupam o segundo lugar nacional no ranking de transplantes hepáticos realizados; perdendo apenas para uma unidade privada de São Paulo.

Organização de Procura de Órgãos (OPOs) – Para 2014, a principal ação do PET é a abertura das Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) do estado do Rio de Janeiro. A primeira funcionará no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac), no Humaitá. As OPOs são organismos de coordenação supra-hospitalar, responsáveis por organizar e apoiar as atividades relacionadas ao processo de doação de órgãos e tecidos. Elas vão descentralizar o processo de doação de órgãos e tecidos, fazendo uma cobertura regional pré-estabelecida.

Como funciona o processo – Ao diagnosticar a morte encefálica, a Comissão Intra-Hospitalar de Doações de Órgãos e Tecidos de cada unidade entra em contato com o Programa Estadual de Transplantes para organizar o processo de doação e captação. A comissão tem papel fundamental neste processo, pois faz a abordagem e entrevista familiar de solicitação e doação de órgãos e tecidos, aumentando as chances de sucesso entre as notificações de possíveis doadores.

Disque-Transplante: ligue 155
Para mais informações, acesse www.transplante.rj.gov.br

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FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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