Performance de artista plástica leva arte e beleza aos corredores do Hospital Estadual da Mulher

Para construção do trabalho foram utilizadas 150 luvas cirúrgicas doadas por um fabricante. O material seria descartado, por não ter sido aprovado no teste de qualidade. Grupo de artistas iniciou  pesquisa em artes visuais no HEMHS, em parceria com a Universidade Federal Fluminense

unnamedPelos corredores do Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart (HEMHS) passam centenas de gestantes, bebês que acabaram de nascer, familiares e funcionários todos os dias. São histórias de superação, alegria, tristeza e amor que fazem parte da rotina do principal hospital para o atendimento de gestantes e bebês de alto risco na Baixada Fluminense.  E foi este o local escolhido pela artista plástica Roberta Barros para mostrar o seu trabalho. Nesta semana, ela fez uma performance pelos corredores que dão acesso aos dois andares da maternidade, localizada em São João de Meriti.

Para construção do trabalho foram utilizadas 150 luvas cirúrgicas doadas por um fabricante. O material seria descartado, por não ter sido aprovado no teste de qualidade. Roberta faz parte de um grupo, que, junto com outras duas artistas plásticas – Barbara Fonseca e Leticia Carvalho -, iniciou uma pesquisa em artes visuais no HEMHS, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). O projeto foi denominado Arte, Mulher e Sociedade. As três fazem visitas semanais ao hospital, onde conversam e ouvem histórias de pacientes e funcionários. A ideia é criar um espaço de troca de aprendizado, que serão transformados em arte. Esta foi a primeira performance realizada desde o início do projeto.

 – Para este trabalho levei o nome de 150 pessoas com quem mantive contato no hospital. Quando a performance começou, eu dobrei os papéis e, um por um, fui armazenando dentro de cada luva. Na sequência, elas eram infladas. Aperformance encerra com o “passeio” que todo este material fez pelos corredores da unidade, formando um elo entre os personagem que circulam por aqui – detalha Roberta.

A diretora clínica do hospital, Ana Teresa Derraik, estava na plateia e conta que as pessoas reagiram com surpresa e admiração ao trabalho apresentado por Roberta. Partiu dela o convite às artistas, como explica.

 – O hospital destaca-se por oferecer um serviço diferenciado de atendimento integral à mulher e a minha ideia foi conjugar a qualidade de assistência em saúde e possibilitar acesso a um trabalho artístico inspirado em suas próprias histórias. Por isso, trouxemos as artistas para dentro do hospital, aproximando as duas pontas de forma respeitosa e delicada – afirma.

Parto humanizado – O Hospital Estadual da Mulher, inaugurado em 2010, é a primeira unidade da rede estadual de saúde totalmente especializada no atendimento a gestantes de alto risco e realiza cerca de 400 partos por mês e 8 mil atendimentos. A unidade adota a cultura do parto humanizado – série de ações que visam atender as necessidades da gestante, incluindo desde a presença de um acompanhante de sua confiança durante o parto até aspectos fisiológicos, psicossociais e sociais. A prioridade é respeitar as vontades da grávida com o mínimo possível de intervenções médicas, estimulando o parto natural.

A unidade conta também com a Casa da Mãe, local onde a parturiente fica hospedada caso seu bebê precise permanecer internado para mais cuidados na UTI ou UI. O espaço recebe puérperas que moram longe da unidade – mínimo de 50 km de distância – ou em lugares de difícil acesso e permite que essas mães fiquem próximas aos filhos que permanecem internados, garantindo, com isso, o contato e o aleitamento tão importantes na recuperação dos recém-nascidos. De um monitor instalado no espaço, elas também podem acompanhar os bebês, online e 24 horas por dia, através de um circuito fechado de TV.

As instalações da Casa da Mãe foram planejadas com o conceito de casa, com ambientação acolhedora, fugindo do padrão dos alojamentos hospitalares. São três apartamentos com dormitório, sala e copa-cozinha, banheiros e lavanderia com capacidade para hospedar 15 mães.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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