Secretaria de Estado de Saúde esclarece dúvidas de internautas sobre H1N1

Começa na próxima segunda-feira (25), a vacinação contra a gripe no estado do Rio de Janeiro. Com o objetivo de esclarecer as dúvidas da população sobre H1N1, a Secretaria de Estado de Saúde promoveu nesta quarta-feira (20) um bate-papo online com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, que respondeu os principais questionamentos enviados pelo Facebook.

Neste primeiro momento, gestantes e crianças com idades a partir de seis meses e menores de 5 anos, além de pacientes renais crônicos, serão o grupo prioritário da campanha. A determinação do secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr., visa antecipar, de forma preventiva, a imunização destes grupos, que estão entre os prioritários para a campanha nacional de vacinação do Ministério da Saúde.

– Estamos atentos ao aumento do número de casos de H1N1 no estado e, embora o panorama seja diferente do que se observa em São Paulo, a imunização destes grupos específicos pede prioridade, uma vez que são os que apresentam maior vulnerabilidade às complicações que a gripe pode causar. Essa antecipação é uma medida preventiva que estamos adotando – explicou Luiz Antônio Teixeira Jr, secretário de Saúde.

A partir do dia 30/4, a campanha nacional de vacinação terá início em todo o país, conforme o calendário vacinal do Ministério da Saúde. No estado do Rio de Janeiro, cerca de 4 milhões de pessoas fazem parte dos grupos prioritários. A Secretaria de Estado de Saúde espera imunizar pelo menos 80% destes grupos, que incluem, além de gestantes, crianças com idades entre 6 meses e menores de 5 anos e pacientes portadores de doenças crônicas, as mulheres com até 45 dias após o parto, idosos com idades a partir de 60 anos, indígenas.

Confira as principais perguntas e respostas sobre o assunto:

Quais são os sintomas da H1N1?
Alexandre Chieppe: Os principais sintomas são: febre, calafrios, tremores, dores de cabeça, dor de garganta e rouquidão, além de alterações respiratórias, como tosse seca, dor de garganta e coriza.

Como é feito o diagnóstico?
Alexandre Chieppe: O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exame laboratorial.

Como o vírus é transmitido?
Alexandre Chieppe: A transmissão acontece pelo contato com pessoas infectadas, ao tossir, espirrar ou falar. Pode ser transmitida ainda por meio indireto pelas mãos, após contato com superfícies contaminadas por secreções respiratórias.

Quais são as orientações de prevenção?
Alexandre Chieppe: É importante manter as mãos sempre limpas, principalmente antes de consumir algum alimento; Utilizar lenço descartável para higiene nasal; Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; Manter os ambientes bem ventilados; Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe.

Como é feito o tratamento da H1N1?
Alexandre Chieppe: O paciente deve ser orientado a utilizar medicamentos para os sintomas, como antitérmicos e beber bastante líquido. Em caso de piora do quadro, o paciente deve retornar imediatamente ao serviço de saúde.

Qual a chance da doença ser fatal?
Alexandre Chieppe: É preciso lembrar que a gripe, na grande maioria dos casos, não apresenta complicações, mas entre os grupos prioritários, pode evoluir para formas mais graves. A prevenção é fundamental.

Existe alguma contraindicação?
Alexandre Chieppe: As únicas contraindicações são a alergia aos componentes da vacina, principalmente à proteína do ovo, e os portadores de doenças neurológicas em atividade. Vale ressaltar que pessoas que podem comer ovo frito, pão, bolo ou macarrão não têm essa alergia. Quem estiver com gripe ou apresentado estado febril ou sintomas de dengue, o recomendado é esperar melhorar, para depois se vacinar.

Quem tomou a vacina ano passado já está imune ou precisa se vacinar novamente?
Alexandre Chieppe: O imunizante deve ser tomado todos os anos. A escolha pelo período do outono para a aplicação é estratégica, pois a vacina precisa de duas semanas para induzir alguma proteção e de quatro a seis semanas para que a máxima proteção seja alcançada. Como o inverno é período de maior circulação do vírus, tomando a vacina no outono garante-se máxima proteção no período de maior circulação do vírus.                                                                                                                                                                                  
A vacina é segura?
Alexandre Chieppe: A vacina é segura e eficaz, protege contra os principais tipos de vírus da gripe, inclusive, H1N1.

Quantas pessoas serão vacinadas nessa campanha?
Alexandre Chieppe: No estado do Rio de Janeiro, cerca de 4 milhões de pessoas fazem parte dos grupos prioritários.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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