Secretaria de Estado de Saúde lança linha de Cuidados do Infarto Agudo do Miocárdio para unidades públicas de saúde

Evento vai capacitar profissionais de saúde da Região Metropolitana para agilizar o diagnóstico e ajudar a diminuir o número de mortes pela doença no RJ. Por ano, são mais de 300 mil casos em todo o país

Estima-se que no Brasil ocorram de 300 a 400 mil casos de Infarto Agudo do Miocárdio por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Nas emergências dos hospitais estaduais do Rio de Janeiro, entre janeiro de 2012 e junho de 2013, foram registrados 1.553 atendimentos por infarto (média de 91 casos/mês); nas UPAs, no mesmo período, foram 7.717 casos da doença (média de 453 casos/mês). Dentro deste quadro, de cada 5 a 7 casos registrado um evolui para óbito.

Para ampliar o acesso dos pacientes ao diagnóstico e ao tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde, será apresentado nesta quinta-feira, 17 de julho, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Linha de Cuidados do Infarto Agudo do Miocárdio para representantes de todas unidades de urgência e emergência do estado. O objetivo é recomendar a adoção de um padrão de atendimento em toda a rede pública de saúde. O projeto, foi elaborado por uma equipe de cardiologistas e gestores e conta com a parceria da universidade.

A Linha de Cuidados do Infarto Agudo do Miocárdio segue o seguinte fluxo: ao dar entrada numa unidade, o paciente com quadro sugestivo de infarto faz eletrocardiograma para confirmar a suspeita da doença. Em caso positivo, ele é prontamente medicado e encaminhado para a realização de exames e/ou procedimentos complementares em unidades com profissionais especializados. Em casos em que não se confirmem o diagnóstico, o paciente permanece em observação na unidade de origem, acompanhado pela equipe médica para a realização de outros exames, se necessário.

Além deste protocolo, todos os profissionais de urgência e emergência, sejam de UPAs ou hospitais, podem recorrer ao Núcleo de Consultoria Cardiológica (NCC), que funciona com equipe especializada de plantão 24 horas para auxiliar profissionais da ponta. Com acesso remoto aos exames e ao quadro clínico em tempo real, eles podem orientar à distância a melhor conduta a ser tomada.

– A adoção deste fluxo de cuidado é uma transformação importante pois preconiza o rápido diagnóstico do infarto agudo do miocárdio. A perda de tempo na identificação da doença leva ao que chamamos de “infarto assistido”, muito comum no passado, quando o doente era tratado depois do infarto. Se conseguirmos que o médico faça rapidamente o diagnóstico e trate rapidamente, já melhoramos a vida do paciente. Por isso, nosso objetivo é capacitar profissionais das as portas de entrada destes doentes – avalia a Assessora Técnica da Subsecretaria de Atenção à Saúde da SES, Rosane Goldwasser.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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