Técnicos do Lacen são treinados em técnicas avançadas de segurança para lidar com vírus da febre amarela

Curso inclui o uso de roupas especiais e informações sobre como manipular vírus e outros patógenos sem correr risco de contaminação acidental

Técnicos do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), da rede estadual de saúde, estão sendo capacitados pela Fiocruz em técnicas de biossegurança nível  NB3, o que vai permitir que eles trabalhem na preparação de amostras a serem testadas para detectar a presença de vírus considerados de grande risco, entre eles o da febre amarela, sem correrem riscos de contaminação acidental. A ideia da direção do Lacen é capacitar a maior quantidade possível de profissionais da instituição no domínio dessas normas de segurança.

A segurança necessária para a manipulação de vírus em ambiente de segurança nível 3 são citadas em cenas de filmes de suspense que tratam de contágio de pessoas, com os técnicos que tentam descobrir as causas das doenças usando roupas especiais que lembram as de astronautas, por exemplo. Além das aulas teóricas, os técnicos do Lacen que estão participando dessa capacitação encaram também as aulas práticas, e só falta agora a parte específica: a manipulação da amostra para a extração do vírus.

Na avaliação do secretário de Estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr, a capacitação de profissionais da SES é uma prova da constante busca por excelência no atendimento à população: – Com essas novas técnicas aprendidas, os profissionais do Lacen podem tornar ainda melhores e mais rápidos os serviços que prestados à população – disse.

Para a técnica do Laboratório de Biologia Molecular do Lacen, Pâmela Lomar de Albuquerque, de 27 anos, as técnicas que ela vem aprendendo podem ser usadas também em outros momentos da rotina diária: – É um trabalho que requer muita disciplina, muita atenção e cuidado com detalhes. Isso nos torna um profissional mais capacitado, com um cuidado maior nos procedimentos de biosegurança. É possível adequar parte do que aprendemos na rotina de trabalho fora do NB3 – avaliou.

Já na opinião do supervisor do Laboratório de Biologia Molecular do Lacen, Guilherme Louzada Silva Meira, 37, com a  capacitação será possível ampliar seu horizonte profissional: – Essa capacitação permite que eu trabalhe com patógenos que eu não manipularia em laboratórios convencionais e isso amplia a nossa área de atuação – disse.

A direção do Lacen estima treinar 12 profissionais – biólogos e farmacêuticos – em NB3: – É preciso cuidado redobrado na extração de DNA em animais provenientes de matas e esses técnicos poderão auxiliar o laboratório da Fiocruz nessa primeira fase. É um conhecimento que pode ser replicado aqui, uma vez que o Lacen já solicitou ao Ministério da Saúde a autorização para a realização de teste PCR para febre amarela em humanos e em primatas, explicou a diretora técnica do laboratório, Shirlei Aguiar.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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