UPAs completam 12 milhões de atendimentos. Baixada terá mais 5 unidades

De maio de 2007 até agora, o Rio de Janeiro já conta com 48 Unidades de Pronto Atendimento 24 horas distribuídas por todas as regiões do estado. E as UPAs acabam de atingir a marca de 12 milhões de atendimentos, mais de 86 milhões de medicamentos distribuídos e 8 milhões de exames realizados. O resultado foi atingido no dia 22 de março; quando as UPAs de Campo Grande e da Penha detinham a maior média de atendimento diário da rede: 456 e 408, respectivamente. E vem mais por aí. Já foram definidos os locais da Baixada Fluminense que terão novas UPAs: Nova Iguaçu, Japeri, Caxias (lote 15), Magé e São João de Meriti.
A importância das Unidades para a organização da rede de saúde hoje é inegável, pois elas ajudam a reduzir o fluxo nas grandes emergências, uma vez que a taxa de resolutividade dos casos ultrapassa 99%. Com tantos indicativos positivos, o modelo foi adotado não só pelo Governo Federal em todo país, como também o Rio de Janeiro exportou a ideia das UPAs para a Argentina, que já tem uma unidade em Buenos Aires e deve inaugurar mais duas em breve.
Resultado que é comemorado pelo secretário de Estado de Saúde, Sérgio Côrtes.
– Há pouco mais de quatro anos, esses pacientes tinham que disputar por vagas em postos de saúde, pronto-socorros e emergências, muitas vezes lado a lado com pacientes em estado grave.O Governo do Estado do Rio de Janeiro não pensou a UPA para substituir algum modelo já existente, mas sim para compor, junto às outras unidades, uma rede organizada de saúde, destacou Côrtes.
UPAs que atendem maior volume de pacientes por dia – Para a coordenadora da unidade de Campo Grande I, Viviane Fatima de Souza Goes, o grande volume de atendimentos na unidade pode ser explicado pelo acolhimento das pessoas e pela capacidade de resolutividade da equipe.
– Esse desempenho é reflexo, primeiro, do acolhimento. A equipe de acolhimento funciona com eficácia e as pessoas se sentem bem recebidas. E também pela resolutividade, pois apesar das dificuldades, a equipe veste a camisa e os pacientes sabem que podem nos procurar pois terão seus problemas resolvidos.
O populoso bairro conta ainda com outra unidade, a UPA Campo Grande II, que tem média diária de 356 atendimenhtos.
Na opinião da coordenadora da UPA da Penha, Aline Alvarez, o segredo está na equipe reforçada, no acolhimento e na classificação de risco, já que os dois últimos permitem maior efetividade na recepção e atenção aos pacientes:
– Além disso, desde a inauguração do Serviço de Atendimento Pediátrico do Getúlio Vargas nós passamos a fazer apenas atendimentos clínicos, que têm uma característica diferente do atendimento à criança, são mais ágeis, destacou Aline Alvarez.
Pioneirismo é com as UPAs – As UPAs serão pioneiras mais uma vez na implantação do modelo das OSs, organizações sociais sem fins lucrativos que passarão a administrar bens e equipamentos das unidades, utilizando modernas técnicas de gestão e estabelecendo uma relação de parceria entre o Estado e a sociedade. As unidades serão as primeiras da rede a receber o modelo, mas o controle de fiscalizar e garantir a eficiência das políticas públicas de saúde continuará sendo do Governo do Estado.
Para o interior do estado, importância das UPAs é revertida em boa avaliação de atendimento – Confirmando a diferença que a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento faz para a população do interior, uma pesquisa do Instituto Mapear, realizada em 2010, apontou que, no ranking de avaliação das UPA, entre as nove mais bem avaliadas, cinco se localizam no interior do Rio de Janeiro e três na periferia. Entre as 15 melhores, nove são do interior.
As dez UPAs mais bem avaliadas pela população local são: Rio Bonito, Campos, Engenho de Dentro, Macaé, Vila Sarapuí, Queimados, Petrópolis 2, São Gonçalo, Barra Mansa e Rocinha.
FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
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