Vigilância Sanitária alerta para contaminação de alimentos no Carnaval

A folia acontece na estação mais quente do ano, que requer atenção redobrada dentro e fora de casa

A acomodação dos alimentos, o preparo e até a forma de transportá-los são fatores de risco de contaminação, caso não sejam tomadas medidas de segurança, como higienização e temperaturas adequadas. O risco está dentro e fora de casa, da compra ao consumo, principalmente nesse período de temperaturas elevadas, que é o Carnaval.

Em lugares como supermercado, mercadinho de bairro, padaria, hortifruti e outros estabelecimentos que comercializam produtos para alimentação, algumas regras devem ser seguidas, para que o alimento não chegue contaminado em casa. A data de fabricação, a temperatura adequada para conservar o alimento, a embalagem intacta e o modo como está distribuído nas gôndolas contam muito.

Todos os setores do estabelecimento devem estar com áreas limpas, sem presença de insetos, roedores ou qualquer tipo de animal; as gôndolas, prateleiras e vitrines em boas condições de conservação e de higiene; os funcionários com uniforme limpo e proteção nos cabelos; e os produtos devem estar com as embalagens íntegras e dentro do prazo de validade. Os alimentos que necessitam de refrigeração devem ser colocados por último no carrinho de compras e serem acomodados em lugar que não pegue muito sol, durante o transporte pra casa, onde também é necessária muita atenção.

Em casa, os procedimentos de estocagem em locais limpos e com ventilação e temperatura adequadas, bem como de verificação da data de validade, devem ser seguidos à risca. Além disso, a atenção deve ser redobrada no preparo dos alimentos, com a higienização correta das mãos e dos utensílios. A dica é usar sabão líquido e água corrente, além de uma secagem adequada.

Atenção redobrada na rua

Nos dias de folia, o perigo também está nas ruas, quando as pessoas saem muito de casa, querendo curtir a festa. A atenção deve ser redobrada, pois nem todos os comerciantes e ambulantes tratam o alimento corretamente, o que os expõe a altos índices de contaminação.

Numa cidade litorânea, como o Rio de Janeiro, a praia é um lugar rico em contaminação, devido à exposição dos alimentos ao calor. Para lugares assim, as opções são levar o lanche de casa ou comprar em barracas autorizadas pela prefeitura e de ambulantes que participaram de curso da Vigilância Sanitária e que também são autorizados a comercializar alimentos na areia.

Ao optar por comprar na rua, deve-se dar preferência a quiosques e estabelecimentos licenciados, e ambulantes autorizados. No caso dos quiosques e barracas, é importante prestar atenção nas condições de higiene do local (deve estar limpo, sem insetos, acúmulo de lixo, ter lavatório com água e sabão para a lavagem das mãos dos funcionários), asseio dos funcionários (devem estar com uniformes limpos, cabelos presos com touca, unhas curtas e limpas) e armazenamento dos alimentos (os alimentos frios devem estar em geladeiras ou isopor com gelo e os quentes em estufas ou feitos na hora). A embalagem do alimento não pode estar rasgada, estufada ou fora da validade.

O indicado é dar preferência a saches lacrados, canudos embalados e copos e talheres descartáveis. Também é importante observar as características dos alimentos, como cheiro, sabor e a aparência, que não podem estar alterados. Em caso de dúvida, não se deve comprar.

Mas se a opção é comprar do vendedor na areia, deve-se prestar atenção no asseio do uniforme e do local em que transporta alimentos. Só está autorizada a comercialização de refrigerante e água mineral em lata ou plástico; sucos, refrescos; mates industrializados não fracionados; cerveja em lata; biscoitos; sorvetes embalados; sanduíches prontos e embalados; batata frita industrializada; frutas; pastéis e empadas prontos; e amendoim. Em todos os casos, deve-se prestar atenção na aparência, cheiro, sabor, temperatura e embalagem. São proibidos a fabricação e cozimento de alimentos como churrasquinho, camarão, queijo coalho, frutos do mar, amendoim torrado, sanduíche, salgado e congêneres.

Se forem encontradas situações irregulares de higiene, deve-se encaminhar a denúncia para a central de atendimento 1746. A Vigilância Sanitária disponibiliza, em seu site, mais dicas e orientações para evitar riscos de contaminação por alimentos. O endereço é: www.rio.rj.gov.br/vigilânciasanitária.

Se a opção for levar o alimento de casa, a escolha deve ser por comidas leves e saudáveis, como frutas da estação, secas ou desidratadas; barras de cereais; biscoitos integrais ou de polvilho; água filtrada; sucos de fruta e mate. As frutas frescas devem ser transportadas em bolsa térmica ou isopor com gelo, as frutas secas na embalagem original ou em potes e sacos limpos e bem fechados, assim como as barrinhas e biscoitos. As bebidas podem ser colocadas em garrafas térmicas, para conservação da temperatura e da qualidade.

O sanduíche é um dos alimentos preferidos do carioca, pois é fácil de fazer. Se a opção for levar esse alimento, devem-se evitar recheios com molhos de maionese, queijos frescos, carne, frango e ovos. O alimento deve ser embalado com papel alumínio ou filme plástico e mantido no gelo. O ideal é consumi-lo até duas horas depois do preparo.

Barraqueiros da areia serão capacitados nesta terça-feira

Os profissionais que comercializam alimentos em pontos fixos na areia irão assistir a uma aula, no dia 21 de fevereiro, com orientações técnicas sobre os cuidados com a armazenagem, conservação e distribuição dos produtos comercializados nas barracas, as boas práticas na manipulação de alimentos, bem como os cuidados com o ambiente de trabalho.

A aula será ministrada a partir de 14h, no auditório da Vigilância Sanitária, que fica na Rua do Lavradio, 180/6º andar – Lapa. Serão disponibilizadas 50 vagas.

FONTE: Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc

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