FEBRE AMARELA: Nova ampliação da área de vacinação de bloqueio eleva para 30 o número de municípios com recomendação para imunização no RJ

Com a inclusão de 9 novos municípios na área de recomendação temporária para vacinação, RJ passa a ter 30 cidades com indicação para imunização total ou parcial de seus habitantes. Ao todo, desde janeiro, 1 milhão de doses já estão sendo entregues às prefeituras do estado

Os municípios de Aperibé, Cambuci, Cardoso Moreira, Itaocara, São José de Ubá, Santa Maria Madalena e São Sebastião do Alto, além de parte da cidade de São Fidélis, foram incluídos na área com orientação para vacinação contra febre amarela no estado do RJ. A 3ª etapa da estratégia da Secretaria de Estado de Saúde (SES) será detalhada em resolução a ser publicada no Diário Oficial do Estado do RJ nesta quinta-feira (23/2).

Indicados pela subsecretaria de Vigilância em Saúde com base na avaliação do cenário epidemiológico dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, os municípios terão sua população parcial ou totalmente imunizada, observando as contraindicações da vacina. Mais 150 mil novas doses já foram entregues pelo MS e estão sendo distribuídas, além de outras 150 mil que ainda serão disponibilizadas e entregues às prefeituras destas cidades, para abastecimento de estoques. Somadas às doses já entregues aos municípios que estão em campanha de vacinação preventiva, a nova remessa eleva para 1 milhão de doses de vacina contra febre amarela sendo distribuídas no RJ, tanto para abastecimento em todas as regiões do estado, quanto para as áreas incluídas na região com recomendação temporária para vacina. A estratégia, adotada de forma preventiva pela SES, visa criar uma faixa de bloqueio nas divisas com MG e ES, numa tentativa de impedir a entrada do vírus no território fluminense.

– Nossa estratégia de vacinação de bloqueio vem se mostrando eficiente, no sentido de proteger nossa população e tentar impedir a entrada do vírus da febre amarela no território fluminense. Esta é uma medida de prevenção que estamos adotando e, com base na evolução do cenário epidemiológico que estamos observando, é possível que sejam feitos os ajustes, como a inclusão de novos municípios. Estamos atuando em total apoio às prefeituras, orientando diretamente as secretarias de saúde – explica o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

Todas as recomendações para as campanhas de imunização nas áreas com indicação temporária da vacina foram passadas aos municípios por técnicos da SES, em reunião realizada em Cardoso Moreira na terça-feira (21/2). Com a inclusão de novos municípios com recomendação temporária para vacina contra febre amarela, a região de bloqueio passa a contar com 30 municípios, conforme detalhamento abaixo.

Municípios com (*) têm indicação para vacinar apenas parte da população:

1ª etapa:

  1. Bom Jesus do Itabapoana
  2. Cantagalo
  3. Carmo
  4. Comendador Levy Gasparian
  5. Itaperuna*
  6. Laje do Muriaé
  7. Miracema
  8. Natividade
  9. Paraíba do Sul*
  10. Porciúncula
  11. Santo Antônio de Pádua
  12. São Francisco de Itabapoana*
  13. Sapucaia
  14. Três Rios*
  15. Varre-Sai
  16. Campos dos Goytacazes*

2ª etapa:

  1. Itatiaia
  2. Quatis
  3. Resende*
  4. Rio das Flores
  5. Valença*

3ª etapa:

  1. Aperibé
  2. Cambuci
  3. Cardoso Moreira
  4. Italva
  5. Itaocara
  6. Santa Maria Madalena
  7. São Fidélis*
  8. São José de Ubá
  9. São Sebastião do Alto

*Campos dos Goytacazes** (ampliação da área dentro do município)

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES, Alexandre Chieppe, a prioridade é a imunização da população que vive nas áreas rurais das cidades indicadas. Isso porque, nos estados onde há circulação comprovada do vírus, a doença está sendo transmitida pelo vetor silvestre. Não há qualquer indício de transmissão de febre amarela pelo vetor urbano (Aedes aegypti) – o último caso da forma urbana da doença registrado no Brasil ocorreu nos anos 40.

– É importante que os critérios para vacinação sejam observados pelos municípios, principalmente sob o ponto de vista clínico, uma vez que a vacina possui uma série de contraindicações. As campanhas de vacinação já vêm sendo realizadas pelas prefeituras, sob as orientações da SES e do Ministério da Saúde. Também emitimos nota técnica para os 92 municípios com novas orientações para registros de possíveis casos no estado, com o objetivo intensificarmos nossa vigilância epidemiológica – explica Chieppe.

Vigilância intensificada – Para tornar o sistema de vigilância mais sensível aos possíveis casos de febre amarela no território fluminense, a subsecretaria de Vigilância em Saúde também orientou os 92 municípios do estado quanto à nova definição para casos suspeitos: as prefeituras devem intensificar a vigilância por meio da notificação de todo evento suspeito, visando a detecção precoce e resposta coordenada dos serviços de saúde pública aos possíveis casos. Para tornar o sistema de vigilância epidemiológica mais sensível, devem ser notificados para fins de investigação os casos de indivíduos com febre com até sete dias de duração, acompanhada de dois ou mais dos seguintes sinais e sintomas: cefaleia, mialgia, artralgia, vômitos, icterícia e manifestações hemorrágicas, residente ou procedente nos últimos 15 dias de áreas de transmissão de febre amarela.

>> Esclareça suas dúvidas:

  • Quem são os moradores do estado do Rio de Janeiro que devem se vacinar?

A Secretaria de Estado de Saúde elencou 30 municípios que compõem a região de bloqueio, com base na avaliação do cenário epidemiológico dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, com o objetivo de tentar impedir a entrada do vírus no território fluminense. A vacinação de bloqueio, que consiste em imunizar os habitantes – total ou parcialmente – das cidades indicadas, é uma estratégia da SES que está sendo adotada como medida preventiva. Dos 30 municípios com recomendação temporária de vacina, 7 (sete) estão sendo orientados a imunizar uma parcela da população, tendo como prioridade os moradores das regiões rurais. Já nas outras 20 cidades, o público alvo da campanha deve compreender habitantes com idades a partir de 9 meses aos 60 anos, observando as contraindicações da vacina.

  • Quando essas pessoas que vivem nestes municípios devem procurar os postos de saúde?

A campanha de vacinação de bloqueio será realizada pelas secretarias municipais de saúde, com apoio técnico da Secretaria de Estado de Saúde. A recomendação da Subsecretaria de Vigilância em Saúde do Estado é para que a vacinação seja realizada em até seis etapas, dividindo a população por faixas etárias: (de 9 meses a 9 anos e 11 meses; 10 anos a 19 anos e 11 meses, 20 a 29 anos e 11 meses, 30 a 39 anos e 11 meses, 40 a 59 anos e 11 meses). As campanhas tiveram início em 28 de janeiro e devem ser concluídas em março. Cada secretaria municipal de saúde deverá definir seu calendário de acordo com sua capacidade operacional e de armazenamento dos imunobiológicos.

  • Em que situação as pessoas que não moram nas regiões indicadas para a vacinação de bloqueio devem se vacinar?

Devem buscar os postos de saúde para a vacina as pessoas que estiverem com viagens programadas para áreas do país com recomendação de vacinação, conforme as orientações do Ministério da Saúde, que disponibiliza as informações no site. Vale reforçar que é preciso tomar a vacina com pelo menos dez dias de antecedência. Não há qualquer recomendação para vacinação no restante do Estado do RJ, até o momento, uma vez que não há evidências de circulação do vírus que transmite a febre amarela no estado – nem em humanos, nem em animais.

  • Quem não deve se vacinar?

As recomendações referentes às contraindicações específicas para esta vacinação de bloqueio estão sendo passadas pela SES aos municípios, não devendo afetar as orientações do Ministério da Saúde para as demais regiões. Para a ação de bloqueio que está sendo implementada pela SES, são contraindicações: gestantes, mulheres que estejam amamentando, pessoas com alergia a algum componente da vacina e alergia a ovos e derivados; pessoas com doença febril aguda, com comprometimento do estado geral de saúde; ou ainda pacientes com doenças que causam alterações no sistema de defesa (nascidas com a pessoa ou adquiridas), assim como terapias imunossupressoras – quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides, por exemplo; indivíduos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico ou com outras doenças autoimunes; pacientes que tenham apresentado doenças neurológicas de natureza desmielinizante (Síndrome de Guillain Barrè, ELA, entre outras) no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina; pacientes transplantados de medula óssea; pacientes com histórico de doença do Timo; pacientes portadores de HIV; crianças menores de seis meses de idade; crianças menores de dois anos de idade que não tenham sido vacinadas contra febre amarela não devem receber as vacinas tríplice viral ou tetra viral junto com a vacina contra FA. O intervalo entre as vacinas deve ser de 30 dias. Nesta campanha de bloqueio, não serão vacinados bebês com idades abaixo de 9 meses.

  • Qual é a orientação para quem já tomou a vacina?

A vacina garante a imunidade por dez anos, quando é preciso tomar uma nova dose. Após a segunda vacina, não há mais necessidade de uma nova dose. Novamente, é importante deixar claro que mesmo para a segunda dose, a recomendação é para que as pessoas que vivem em áreas com indicação da vacina não deixem de se imunizar. Para as demais regiões, prevalece a orientação de vacinar em caso de viagem programada para áreas de risco.

  • Qual é a orientação para quem perdeu o cartão de vacinação e não tem conhecimento da própria situação vacinal?

A recomendação é para que a pessoa procure o serviço de saúde que costuma frequentar para tentar resgatar seu histórico. Caso isso não seja possível, a pessoa deve iniciar o esquema vacinal normalmente. Para as pessoas com idades a partir de 5 anos que nunca foram vacinadas devem receber a primeira dose e um reforço, dez anos depois, sendo esta recomendação válida apenas para os habitantes que vivem em áreas com recomendação da vacina, presentes no calendário vacinal nacional do Ministério da Saúde.

  • No caso das crianças que precisam se vacinar, quais são os riscos de receber a vacina contra a febre amarela junto com outras vacinas?

A vacina de febre amarela não deve ser aplicada ao mesmo tempo em que as vacinas tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se a criança tiver alguma dose do Calendário vacina em atraso, ela pode tomar junto com a de febre amarela, com estas exceções citadas – tríplice e tetra viral. Já as crianças que não receberam nenhuma destas três vacinas e forem atualizar sua situação vacinal, a recomendação é para que elas recebam a primeira dose contra febre amarela e posteriormente, com intervalo de pelo menos 30 dias, deve ser agendada a vacinação com tríplice viral ou tetra viral.

  • Qual a probabilidade da entrada do vírus da febre amarela no estado do Rio de Janeiro?

Com base em avaliações dos cenários epidemiológicos, é possível afirmar que é pouco provável a entrada do vírus no território fluminense. A imunização da população que vive nas divisas com MG e ES é uma medida preventiva, uma vez que tais estados estão registrando casos da forma silvestre da doença. Com a vacinação de bloqueio, espera-se garantir a criação de um cinturão para tentar evitar a entrada do vírus em nosso território. No estado do Rio de Janeiro, não há registros de casos autóctones (transmitidos dentro do estado) nas últimas décadas. Portanto, o RJ não configura uma região endêmica para febre amarela.

  • O que é febre amarela?

Há dois tipos de febre amarela – silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos deste tipo da doença. Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabeths, insetos de hábitos estritamente silvestres. A febre amarela silvestre é endêmica em algumas regiões do país, principalmente na região amazônica. Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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Vigilância Sanitária treina hotéis para receberem foliões

Objetivo é prevenir riscos à saúde dos turistas que se hospedarem no Rio, no Carnaval

Amanhã, dia 23, a Vigilância Sanitária vai receber responsáveis técnicos dos hotéis do município do Rio de Janeiro para um treinamento sobre as boas práticas na manipulação de alimentos, surtos de doenças transmitidas por alimentos e noções da legislação sanitária voltada para os meios de hospedagem. O objetivo é evitar riscos à saúde dos foliões que se hospedarem na cidade durante os dias de Carnaval.

Durante o treinamento serão apresentadas as práticas de higiene que devem ser seguidas pelos serviços de alimentação, desde a compra dos ingredientes até a etapa de distribuição ao consumidor, com o objetivo principal de evitar a ocorrência de doenças provocadas pelo consumo de alimentos contaminados. Serão abordados temas como investigação de surtos de DTA (doenças transmitidas por alimentos), principais contaminantes e alimentos envolvidos. Há também dicas de cuidados com os alimentos, de acordo com sua origem (carnes, frios e embutidos, pescados, aves e ovos, produtos lácteos, etc), suas formas de conservação e armazenamento.

O ambiente de trabalho e os cuidados do manipulador também serão alvo do treinamento, que fará orientações sobre higiene das instalações e equipamentos, manejo de resíduos, controle de insetos e roedores, além de normas de higiene pessoal. Os responsáveis técnicos serão convidados pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, que conta com 814 meios de hospedagem associados, entre albergues, hotéis e motéis.

O encontro será realizado às 9h, no auditório da sede do órgão municipal, que fica na Rua do Lavradio, 180/6º andar – Centro.

FONTE: Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc

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Loucura Suburbana desfila amanhã no Engenho de Dentro

Bloco formado por pacientes psiquiátricos arrasta a vizinhança com muito samba

Pioneiro dos blocos da saúde mental na cidade, o Loucura Suburbana toma as ruas do Engenho de Dentro nesta quinta-feira, dia 23, para celebrar os 30 anos da luta antimanicomial. O coletivo carnavalesco, formado por pacientes e profissionais do Instituto Municipal Nise da Silveira e de outras unidades de atenção psicossocial da região, chega ao seu 17º carnaval com um enredo que aborda a importância da cultura na transformação da saúde mental e seus avanços.

O samba vencedor deste ano é assinado por Domingos Costa dos Santos, paciente do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) João Ferreira Silva Filho, do Alemão, e “A Insandecida”, bateria do bloco formada por participantes das oficinas de percussão do ponto de cultura, já está afinadíssima. No ateliê de adereços, voluntários da comunidade e pacientes já deram os últimos detalhes às alegorias.

O desfile do Loucura Suburbana faz parte do calendário oficial do carnaval de rua da cidade e já é uma tradição no Engenho de Dentro e arredores. Como de costume, os foliões se concentram às 16h da quinta-feira anterior ao carnaval, no pátio do Instituto Nise da Silveira, na Rua Ramiro Magalhães, 521. Dali saem para ganhar as ruas com muito samba, integração social e uma harmonia perfeita entre doentes e vizinhança.

FONTE: Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc

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Ministério da Saúde convoca nova geração a usar camisinha

Casos de HIV/aids em jovens de 15 a 24 anos cresceram 85% nos últimos 10 anos. Para sensibilizar esse público, a campanha deste ano terá personagem distribuindo camisinha em blocos de rua

Incentivar o uso de preservativos, principalmente entre os jovens, é o foco da campanha de prevenção para o Carnaval deste ano, lançada nesta terça-feira (21/2), pelo Ministério da Saúde. Com o slogan “No Carnaval, use camisinha e viva essa grande festa!”, as peças publicitárias trazem o panorama de 260 mil pessoas vivendo com HIV e que ainda não estão em tratamento, e também de 112 mil brasileiros que têm o vírus e não sabem disso. Além de prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis, como a aids, o uso contínuo da camisinha também evita a gravidez indesejada.

Os jovens são o foco da campanha, já que essa é a faixa etária que menos usa camisinha. Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas indica queda no uso regular do preservativo entre os que têm de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais – de 58,4% em 2004 para 56,6%, em 2013 – como com parceiros fixos – queda de 38,8% em 2004 para 34,2% em 2013.

Veja a apresentação que traz os dados sobre a campanha de prevenção para o Carnaval deste ano

Confira o vídeo da campanha.

“Intensificamos no Carnaval a campanha de prevenção ao HIV/aids, mas distribuímos camisinhas o ano todo. Este ano, estamos apelando especialmente aos jovens que usem camisinha, façam a testagem e, se infectados, busquem tratamento, que é gratuito e o melhor do mundo. E que no carnaval só tenhamos boas lembranças”, alertou o ministro da saúde, Ricardo Barros, no lançamento da campanha de carnaval deste ano em Salvador.

O prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, ressaltou no evento o potencial do Carnaval para falar ao jovem. “Salvador sente-se honrada em ter o lançamento nacional da campanha de Carnaval e o alerta para o uso de camisinha. Nesse momento, conseguimos tocar no coração do jovem, que está na festa, sobre a importância do uso de camisinha e da preservação da vida”, enfatizou o prefeito. Também presente no lançamento, o vice-governador do estado, João Leão, apelou para o uso do preservativo no carnaval. “O espírito do baiano é carnavalesco, festeiro, quero pedir a juventude da Bahia que participe dessa festa, mas use camisinha, isso é bom para a saúde”, finalizou.

Com relação aos ainda mais novos, os dados preocupam ainda mais. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), realizada nas escolas de todo o país com adolescentes de 13 a 17 anos, reforça esse cenário: 35,6% dos alunos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual. O percentual das meninas que tiveram relação sem camisinha é de 31,3%, e dos meninos, é ainda maior: 43,02%. O mesmo estudo aponta que, quanto mais jovem, menor é o uso da camisinha. Enquanto 31,8% dos jovens de 16 e 17 anos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual, esse índice sobe para mais de 40% entre os jovens de 13 a 15 anos.

Uma das justificativas sobre o jovem não ter o hábito de usar camisinha é o fato deles não terem vivido o risco de morte da doença. “Os mais velhos viram ídolos morrendo de aids, como Cazuza. Mas, hoje o tratamento é gratuito e está disponível no SUS. O fato é que as pessoas não estão mais morrendo, embora percam qualidade de vida. Então, é preciso que a população entenda o risco que envolve a transmissão da aids e se proteja. Queremos evitar que novos casos, todos os anos, se somem aos 800 mil brasileiros que já tem o vírus”, completou Ricardo Barros.

Presente no lançamento da ação, o músico Carlinhos Browns enfatizou a importância dessa campanha inserida em eventos de grande apelo popular, como o Carnaval. “É quando o Ministério vem na rua e faz a sua comunicação, porque não adianta ser uma ação de escritório, tem que vir in loco.

Não é possível que esse índice de portadores de 40 mil novos casos por ano continue existindo. É no carnaval que falamos sobre a utilização de preservativos, que deve seguir o ano inteiro. Viva essa alegria porque nossa saúde não pode entrar em crise, e use camisinha Brasil!”

O hábito de não usar camisinha tem impactado diretamente o aumento de casos de HIV e aids entre os jovens. No Brasil, a epidemia avança na faixa etária de 20 a 24 anos, na qual a taxa de detecção subiu de 15,6 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para 21,8 casos em 2015. Entre os mais jovens, de 15 a 19 anos, o índice mais que dobrou, passando de 2,8 em 2006 para 5,8 em 2015.

Outra característica preocupante é que, dentre todas as faixas etárias, a adesão ao tratamento nesse grupo é a mais baixa. Apenas 29,2% dos 44 mil jovens identificados no Sistema Único de Saúde (SUS) com a doença estão em tratamento. Os dados mostram que a cobertura cresce à medida que aumenta a idade das pessoas vivendo com HIV e aids. Na faixa de 25 a 34 anos, esse percentual é de 77,5%, mantendo-se superior a 80% em todas as outras faixas etárias até chegar a 84,3% entre os indivíduos acima de 50 anos.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids divulgado no final do ano passado, 827 mil pessoas vivem com o HIV. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa 40,9 mil casos novos, em média, no período de 2010 a 2015.

Assista a matéria da TV Saúde e saiba o que os jovens pensam sobre o uso da camisinha 

Confira a Radionovela que traz adolescentes com alerta sobre a importância do uso da camisinha no carnaval.

HOMEM CAMISINHA – Além de TV, rádio e outdoor, que serão veiculados entre os dias 21 e 28 de fevereiro, o Ministério aposta na presença do Homem Camisinha para sensibilizar os jovens. O personagem, criado pela Pasta, vai interagir com o público, informar e distribuir preservativos nos blocos de rua em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Brasília, Olinda, Ouro Preto, Diamantina e Florianópolis.

Todos os estados e o Distrito Federal estão abastecidos com preservativos para as ações do Carnaval. Até o começo da festa, estarão disponíveis nos pontos de distribuição, 74 milhões de preservativos masculinos e 3,1 milhões de preservativos femininos.

SIMULAÇÃO – Ainda em Salvador, o ministro Ricardo Barros assistiu a uma simulação de Atendimento de Múltiplas Vítimas no pátio do estacionamento do Hospital Geral do Estado (HGE). Inaugurado em fevereiro de 2016, o centro está preparado para receber e tratar mais de 25 vítimas simultaneamente. Esse tipo de atendimento é essencial para um Estado, como a Bahia, que recebe centenas de milhares de turistas, sendo que, durante o Carnaval, milhões de pessoas se aglomeram nas ruas da capital baiana.

O HGE é o maior complexo hospitalar do estado da Bahia. É um hospital geral com enfoque em trauma, atendendo casos de cirurgia geral, traumato-ortopedia, queimaduras, cirurgia oftalmológica (proveniente de trauma), cirurgia plástica reparadora, cirurgia torácica, cirurgia buco-maxilo facial e cirurgia de coluna.

UNIDADES DE SAÚDE – O Ministro da Saúde também visitou o Módulo de Saúde do Farol da Barra, em Salvador (BA), que fará o atendimento de situações de Urgência e Emergência ocorridas no período do Carnaval. A população também contará com clínico geral, testes rápidos para sífilis e hepatites B e C, além de distribuição de preservativos. A previsão é que, durante o Carnaval, sejam distribuídas 7,2 mil camisinhas por dia.

O Ministro também visitou o Multicentro Carlos Gomes, em Salvador. Durante o Carnaval, a policlínica fará testes rápidos para detecção dos vírus da aids, da sífilis e das hepatites B e C. Em 2016, o Multicentro registrou 70.093 procedimentos ambulatoriais. A instituição oferece diversas especialidades, entre elas: Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Angiologia, Cardiologia Adulto e Pediátrica, Clínica Geral, Dermatologia. A unidade possui, ainda, um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que funciona no local e foi totalmente requalificado.

O Multicentro recebeu do Ministério da Saúde um total de R$ 2,47 milhões, valor proveniente do programa Requalifica UBS, para aquisição de equipamento e material permanente. No passado, o multicentro foi uma unidade básica de saúde.

FONTE: Ministério da Saúde
http://www.saude.gov.br

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Vigilância Sanitária alerta para contaminação de alimentos no Carnaval

A folia acontece na estação mais quente do ano, que requer atenção redobrada dentro e fora de casa

A acomodação dos alimentos, o preparo e até a forma de transportá-los são fatores de risco de contaminação, caso não sejam tomadas medidas de segurança, como higienização e temperaturas adequadas. O risco está dentro e fora de casa, da compra ao consumo, principalmente nesse período de temperaturas elevadas, que é o Carnaval.

Em lugares como supermercado, mercadinho de bairro, padaria, hortifruti e outros estabelecimentos que comercializam produtos para alimentação, algumas regras devem ser seguidas, para que o alimento não chegue contaminado em casa. A data de fabricação, a temperatura adequada para conservar o alimento, a embalagem intacta e o modo como está distribuído nas gôndolas contam muito.

Todos os setores do estabelecimento devem estar com áreas limpas, sem presença de insetos, roedores ou qualquer tipo de animal; as gôndolas, prateleiras e vitrines em boas condições de conservação e de higiene; os funcionários com uniforme limpo e proteção nos cabelos; e os produtos devem estar com as embalagens íntegras e dentro do prazo de validade. Os alimentos que necessitam de refrigeração devem ser colocados por último no carrinho de compras e serem acomodados em lugar que não pegue muito sol, durante o transporte pra casa, onde também é necessária muita atenção.

Em casa, os procedimentos de estocagem em locais limpos e com ventilação e temperatura adequadas, bem como de verificação da data de validade, devem ser seguidos à risca. Além disso, a atenção deve ser redobrada no preparo dos alimentos, com a higienização correta das mãos e dos utensílios. A dica é usar sabão líquido e água corrente, além de uma secagem adequada.

Atenção redobrada na rua

Nos dias de folia, o perigo também está nas ruas, quando as pessoas saem muito de casa, querendo curtir a festa. A atenção deve ser redobrada, pois nem todos os comerciantes e ambulantes tratam o alimento corretamente, o que os expõe a altos índices de contaminação.

Numa cidade litorânea, como o Rio de Janeiro, a praia é um lugar rico em contaminação, devido à exposição dos alimentos ao calor. Para lugares assim, as opções são levar o lanche de casa ou comprar em barracas autorizadas pela prefeitura e de ambulantes que participaram de curso da Vigilância Sanitária e que também são autorizados a comercializar alimentos na areia.

Ao optar por comprar na rua, deve-se dar preferência a quiosques e estabelecimentos licenciados, e ambulantes autorizados. No caso dos quiosques e barracas, é importante prestar atenção nas condições de higiene do local (deve estar limpo, sem insetos, acúmulo de lixo, ter lavatório com água e sabão para a lavagem das mãos dos funcionários), asseio dos funcionários (devem estar com uniformes limpos, cabelos presos com touca, unhas curtas e limpas) e armazenamento dos alimentos (os alimentos frios devem estar em geladeiras ou isopor com gelo e os quentes em estufas ou feitos na hora). A embalagem do alimento não pode estar rasgada, estufada ou fora da validade.

O indicado é dar preferência a saches lacrados, canudos embalados e copos e talheres descartáveis. Também é importante observar as características dos alimentos, como cheiro, sabor e a aparência, que não podem estar alterados. Em caso de dúvida, não se deve comprar.

Mas se a opção é comprar do vendedor na areia, deve-se prestar atenção no asseio do uniforme e do local em que transporta alimentos. Só está autorizada a comercialização de refrigerante e água mineral em lata ou plástico; sucos, refrescos; mates industrializados não fracionados; cerveja em lata; biscoitos; sorvetes embalados; sanduíches prontos e embalados; batata frita industrializada; frutas; pastéis e empadas prontos; e amendoim. Em todos os casos, deve-se prestar atenção na aparência, cheiro, sabor, temperatura e embalagem. São proibidos a fabricação e cozimento de alimentos como churrasquinho, camarão, queijo coalho, frutos do mar, amendoim torrado, sanduíche, salgado e congêneres.

Se forem encontradas situações irregulares de higiene, deve-se encaminhar a denúncia para a central de atendimento 1746. A Vigilância Sanitária disponibiliza, em seu site, mais dicas e orientações para evitar riscos de contaminação por alimentos. O endereço é: www.rio.rj.gov.br/vigilânciasanitária.

Se a opção for levar o alimento de casa, a escolha deve ser por comidas leves e saudáveis, como frutas da estação, secas ou desidratadas; barras de cereais; biscoitos integrais ou de polvilho; água filtrada; sucos de fruta e mate. As frutas frescas devem ser transportadas em bolsa térmica ou isopor com gelo, as frutas secas na embalagem original ou em potes e sacos limpos e bem fechados, assim como as barrinhas e biscoitos. As bebidas podem ser colocadas em garrafas térmicas, para conservação da temperatura e da qualidade.

O sanduíche é um dos alimentos preferidos do carioca, pois é fácil de fazer. Se a opção for levar esse alimento, devem-se evitar recheios com molhos de maionese, queijos frescos, carne, frango e ovos. O alimento deve ser embalado com papel alumínio ou filme plástico e mantido no gelo. O ideal é consumi-lo até duas horas depois do preparo.

Barraqueiros da areia serão capacitados nesta terça-feira

Os profissionais que comercializam alimentos em pontos fixos na areia irão assistir a uma aula, no dia 21 de fevereiro, com orientações técnicas sobre os cuidados com a armazenagem, conservação e distribuição dos produtos comercializados nas barracas, as boas práticas na manipulação de alimentos, bem como os cuidados com o ambiente de trabalho.

A aula será ministrada a partir de 14h, no auditório da Vigilância Sanitária, que fica na Rua do Lavradio, 180/6º andar – Lapa. Serão disponibilizadas 50 vagas.

FONTE: Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc

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Prefeitura não tem dinheiro para realizar Carnaval

A Prefeitura de Teresópolis não promoverá programação oficial de Carnaval. A medida de contenção de gastos, neste momento de grave crise financeira no país, leva em conta os altos custos que seriam gerados para a realização do evento, de acordo com os padrões sanitários e de segurança adequados para a população.

A realização, por conta própria, de qualquer evento/desfile, fica sob a responsabilidade e risco dos organizadores.

A Gestão Municipal está empenhada em regularizar as contas da Prefeitura, com o pagamento de fornecedores e do funcionalismo municipal, a fim de normalizar o atendimento das necessidades básicas da população.

FONTE: Prefeitura Municipal de Teresópolis
http://www.teresopolis.rj.gov.br

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Hemonúcleo faz campanha para incentivar doação de sangue para o período de Carnaval

O Hemonúcleo de Teresópolis promove essa semana uma campanha de estímulo à doação de sangue. O objetivo é manter o estoque suficiente durante os dias de Carnaval, período em que geralmente há um aumento da demanda e uma queda significante na doação.

 Para doar sangue deve ser apresentado documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação), ter entre 18 e 65 anos, estar bem de saúde e pesar mais de 50 quilos.

 A mulher não pode estar grávida, nem amamentando. Homens podem fazer a doação a cada 60 dias e mulheres, a cada 90 dias, por conta do ciclo menstrual. A pessoa não pode ter ingerido bebida alcoólica pelo menos 12 horas antes da doação. Não é preciso estar em jejum, basta evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação.

 O banco de sangue da Secretaria Municipal de Saúde funciona na Rua Francisco Sá, nº 299, na Várzea. A doação pode se feita de segunda a sexta, das 8h às 12h. Os interessados em doar também podem ligar para o telefone (21) 3641-5872 para tirar e dúvidas e/ou agendar a doação.

FONTE: Prefeitura Municipal de Teresópolis
http://www.teresopolis.rj.gov.br

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