Mamógrafo Móvel da Secretaria de Estado de Saúde chega ao município de Barra Mansa

Será a primeira vez que a Região do Médio Paraíba vai receber a unidade itinerante. Mais de 5000 pacientes foram beneficiados com o serviço.

mamografo_movelO Município de Barra Mansa, no Médio Paraíba, receberá nesta quinta-feira (24) a Unidade Móvel de mamografia da Secretaria de Estado de Saúde. O serviço ficará na cidade entre os dias 25 de julho e 06 de agosto, com atendimento de 2ª a 6ª feira de 8h, às 18h aos sábados e feriados das 8h às 15h. A unidade itinerante ficará na Rua Luiz Ponce, nº 263(pátio da prefeitura), no Centro.  Pacientes de nove municípios também serão beneficiados: Itatiaia, Resende, Quatis, Porto Real, Rio Claro, Piraí, Pinheiral, Barra do Piraí e Volta Redonda.

Mais de 5 mil atendimentos - Com atendimento exclusivo à saúde da mulher desde o início de seu funcionamento, em janeiro de 2014, o Mamógrafo Móvel já atendeu mais de 5 mil pacientes, realizando mais de 8 mil exames. Todo o atendimento é previamente agendado pela Secretaria de Saúde de cada município, que também fica responsável pelo repasse de informações preparatórias para a realização dos exames, assim como pela entrega dos resultados, que acontece em até 15 dias.

Serviço - O aparelho disponibiliza exames digitais de mamografia e ultrassonografia a pacientes do Sistema Único de Saúde e também realiza biópsias mamárias caso o médico detecte alguma alteração no procedimento, evitando perda de tempo entre o diagnóstico e o tratamento. A iniciativa visa, principalmente, o diagnóstico precoce do câncer de mama, tipo mais comum entre mulheres no Brasil, onde são registradas cerca de 13 mil mortes por ano.

Agendamento - As Secretarias Municipais de Saúde recebem o pedido médico do paciente, encaminham a planilha com as demandas para o serviço do Governo do Estado e informam os pacientes sobre a data, hora e local do procedimento. O paciente que possui aparelho de celular recebe essas informações via torpedo telefônico até 48 horas antes do dia marcado. Após um período de 10 a 15 dias úteis, os laudos são entregues ao município de origem dos pacientes.

Inspiração em projetos de sucesso - Esta unidade móvel foi inspirada nos Tomógrafos e Ressonância Magnética Móveis, projetos da Secretaria de Estado de Saúde que já realizaram, juntos, mais de 129 mil exames desde 2009. Assim como nos dois serviços, o mamógrafo móvel foi instalado numa carreta especial que é composta por 2 mamógrafos, 1 aparelho de ultrassonografia e sistema informatizado que permite a avaliação e a liberação do laudo na unidade.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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Saúde abre concurso para 743 vagas

Edital prevê cargos de nível médio e superior para Rio de Janeiro e Brasília.  Inca receberá 558 profissionais entre médicos e técnicos de radioterapia.

O Ministério da Saúde comunicou nesta terça-feira (22) a realização de concurso público para o preenchimento de 743 vagas no Instituto Nacional de Câncer (Inca) e no Ministério da Saúde. Serão 558 postos de trabalho para o Inca, no Rio de Janeiro, e 185 para o Ministério, em Brasília. O edital, publicado no Diário Oficial da União, traz a descrição dos cargos, requisitos necessários e jornada de trabalho, além da previsão de remuneração para cada vaga, com descrição dos vencimentos básicos e valores possíveis de gratificação.

A seleção servirá para o preenchimento de vagas e formação de cadastro reserva para cargos de nível superior e nível médio, em diversas áreas como medicina, tecnologia da informação, comunicação social, administração pública, arquitetura, nutrição, psicologia, serviço social, técnico administrativo, técnico de enfermagem, técnico em de radioterapia, entre outras.

O concurso terá a validade de dois anos, a contar da publicação do resultado final, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. A realização do processo ficará a cargo da Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (Funcab/RJ) e o cronograma com as etapas do certame e o conteúdo programático será divulgado no dia 05 de agosto de 2014. A seleção destinará 20% das vagas a negros, conforme determina a Lei Federal 12.990 de 09 de junho de 2014, e 5% aos portadores de deficiência.

A remuneração, sem as gratificações e sem a retribuição por titulação para cargos de nível médio varia entre R$ 2.205,00 e R$2.725,81. Para os cargos de nível superior, a remuneração sem gratificações fica entre R$ 4.004,56 e R$ 6.648,15, sem os benefícios. A inscrição deverá ser realizada pela internet, no site www.funcab.org, e as taxas serão de R$ 97,00 para as vagas de nível superior e R$ 78,00 para as de nível médio.

FONTE: Ministério da Saúde
http://www.saude.gov.br

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CRTR/RS autua empresa terceirizada pela FIFA por acobertar o exercício ilegal das técnicas radiológicas no Estádio Beira-Rio durante a Copa

thumbnail_1405959139O Conselho Regional de Técnicos em Radiologia do Rio Grande do Sul (CRTR 6ª Região) vai multar a firma terceirizada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para fazer inspeção de bagagens com o uso de escâneres que emitem radiação ionizante no Estádio Beira-Rio durante a Copa. A empresa, que atua no segmento de serviços gerais, foi autuada por acobertamento do exercício ilegal das técnicas radiológicas e vai responder legalmente pela infração. 

De acordo com o presidente do CRTR/RS, João Batista Benitz, a fiscalização realizada antes e depois do mundial constatou que os 42 escâneres usados na inspeção de segurança foram operados por aproximadamente 60 pessoas sem a formação mínima necessária. “Ficamos sabendo que o treinamento do pessoal consistiu em apenas uma palestra, com menos de três horas, ministrada pela Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). Pessoalmente, estou convencido que não é o suficiente para aprender sobre a física das imagens radiográficas, muito menos para garantir a segurança nacional. Vale pontuar que as pessoas trabalharam sem qualquer Equipamento de Proteção Individual (EPIs)”, frisa. 

Para operar equipamentos emissores de radiação ionizante, é necessário ter formação mínima de 1,2 mil horas na área. O exercício das técnicas radiológicas na área de salvaguardas e segurança é privativa dos técnicos e tecnólogos em Radiologia, conforme prevê a Lei n.º 7.394/85, o Decreto n.º 92.790/86 e a Resolução CONTER n.º 03/2012. Assim como no Rio Grande do Sul, o Sistema CONTER/CRTRs constatou o mesmo problema no Estádio Nacional de Brasília e multou a Fifa em R$ 300 mil.

Equipamentos vão para presídios
Provavelmente, nenhuma pessoa se sentiria segura se soubesse que o motorista do ônibus que a leva para o trabalho não tem habilitação. Sentiria-se pior ainda se soubesse que o engenheiro que construiu seu apartamento não tem registro profissional. Na área das técnicas radiológicas, não é diferente. Mas, infelizmente, a sociedade não tem a mesma compreensão do problema, pois a radiação ionizante não tem cheiro, não tem cor e nem dá para ver, mas tem a capacidade de atravessar o corpo e causar alterações genéticas malígnas. Muitas vezes, as pessoas são expostas indevidamente à radiação ionizante, mas nem se dão conta disso. 

Segundo o presidente da Coordenação Regional de Fiscalização do RS (COREFI), Jorge Wolnei Gomes, a fiscalização à empresa que trabalhou para a Fifa na Copa será intensificada, uma vez que os mesmos equipamentos usados no mundial serão encaminhados para os presídios estaduais. “Assumimos o compromisso de acompanhar o destino desses equipamentos, tanto para garantir a segurança da população, quanto para proteger o direito de quem exerce legalmente as técnicas radiológicas”, assegura. 

No Espírito Santo, acredita-se que a operação ilegal desses equipamentos resultou em uma grande tragédia, que vitimou mais de 20 mulheres.

FONTE: CONTER
http://www.conter.gov.br/

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Agência mundial alerta para alarmante aumento de casos de câncer. Mortes por câncer passarão de 8,2 milhões a 13 milhões por ano

thumbnail_1405954966Um estudo publicado pela Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que os casos de câncer aumentarão 50% até 2030, quando serão diagnosticados em todo o mundo quase 22 milhões de casos de câncer em comparação com os 14 milhões em 2012, devido a um forte aumento da doença nos países em desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, as mortes por câncer passarão de 8,2 milhões a 13 milhões por ano. Essas tendências são acompanhadas pelo aumento e o envelhecimento da população e pela adoção de hábitos de risco, como fumar. 

“O maior impacto será registrado nos países com menores recursos, muitos dos quais mal equipados para enfrentar este aumento dos casos de câncer”, declarou a diretora da OMS, Margaret Chan. 

Países em desenvolvimento em risco
Os países em desenvolvimento não só padecem dos casos de câncer associados com a pobreza, mas também dos resultados de hábitos adquiridos após conquistar melhores condições de vida, como um maior consumo de álcool e tabaco, o consumo de alimentos processados e falta de exercícios físicos. 

“O peso recairá sobre os países de renda média e baixa, onde dificilmente se conseguirá se livrar do câncer, mesmo em países com rendimentos mais elevados, que terão dificuldades para enfrentar os crescentes custos dos tratamentos”, indicou o diretor da IARC, Christopher Wild. “É necessário um maior compromisso com a prevenção e detecção precoce para lidar com o aumento alarmante na incidência de câncer a nível mundial”, acrescentou. 

O câncer substituiu as doenças cardíacas como a principal causa de morte a partir de 2011 e o número anual de diagnósticos aumentou de 12,7 milhões em 2008 para 14,1 milhões em 2012. O relatório destaca a diferença entre os sexos: cerca de 53% dos casos diagnosticados e 57% das mortes ocorrem em homens. Os tipos de câncer também diferem em função do sexo. Entre os homens, o câncer mais comum foi os nos pulmões (16,7% do total de casos entre o sexo masculino); seguido pelo câncer de próstata (15%), de colorretal (10%), estômago (8,5%) e fígado (7,5%).

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Entre as mulheres, o mais frequente é o câncer de mama (25,2%), seguido pelo colorretal (9,2%), de pulmões (8,7%), útero (7,9%) e estômago (4,8%). Há também diferenças regionais: mais de 60% dos casos de câncer e 70% das mortes ocorreram na África, Ásia, América Central e América do Sul, segundo o relatório global. Na América Latina e no Caribe, o câncer de mama e o de próstata são os que têm maior incidência em mulheres e homens, respectivamente. 

Os tipos mais mortais nestas regiões são o câncer de mama e o câncer de colo do útero entre as mulheres, e o de próstata e de pulmão nos homens. Quase a metade dos 14 milhões de novos casos de 2012 foram diagnosticados na Ásia, principalmente na China. A Europa totalizou um quarto dos casos, enquanto América Latina e Caribe 7,8% (e 7,4% de todas as mortes). No geral, o câncer é diagnosticado em uma idade mais avançada em países menos desenvolvidos. 

E a nível global, o câncer de pulmão é o mais letal, com 19,4% do total, seguido pelo câncer de fígado (9,1%) e estômago (8,8%). Olhando para o futuro, o relatório nota que a população mundial vai aumentar de 7 bilhões de pessoas em 2012 para cerca de 8,3 bilhões em 2025. Os países com média e baixa renda terão um maior crescimento de suas populações e, portanto, uma maior incidência de câncer. 

Tabaco, epidemia nos países mais pobres
O relatório expressa especial preocupação com o câncer de pulmão, em grande parte resultante do hábito de fumar e “intrinsecamente ligado a estratégias globais das companhias de tabaco para aumentar as suas vendas”. Uma “epidemia” de tabaco afeta especialmente os países mais pobres, de acordo com o estudo, “impedindo o desenvolvimento humano por tirar recursos e aumentar a pressão sobre os seus fracos sistemas de saúde e afetando a produtividade a nível nacional. 

O custo total anual do câncer é estimado em 1,16 bilhão de dólares em 2010, segundo o relatório. “Quase metade dos casos de câncer poderiam ter sido evitados”, ressalta. O estudo pede novos esforços na prevenção, incluindo a vacinação contra a hepatite B e o vírus do papiloma humano, que podem ajudar a reduzir a incidência de câncer de fígado e útero, e a promoção do exercício físico para combater a obesidade.

FONTE: CONTER
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Alterações tireoidianas associadas à radiação externa em crianças e adolescentes

Fonte: por Cassiane Cardoso Bonato e Regina Helena Elnecave/Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil

thumbnail_1405952995O efeito da radiação ionizante sobre a tireoide vem sendo estudado há várias décadas, e os acidentes nucleares têm sido a maior fonte de informação. Existe associação de hipotireoidismo, hipertireoidismo, nódulos e câncer de tireoide com a radiação, mas os limiares de dose, mecanismos de lesão e alguns fatores de risco ainda não estão bem estabelecidos. Crianças são mais suscetíveis à lesão tireoidiana por radiação e necessitam de seguimento prolongado após a exposição. Esse tema adquire maior relevância atualmente, pois um grande número de pessoas tratadas com radioterapia para câncer na infância sobrevive e poderá apresentar sequelas. Exames radiodiagnósticos também representam fonte de exposição à radiação na população pediátrica. Nesta revisão, analisamos as diferentes alterações clínico-patológicas e os mecanismos de lesões tireoidianas provocadas por tratamento radioterápico e tomografia computadorizada em crianças e adolescentes. É importante conhecer esses dados para prevenção, detecção precoce e tratamento da disfunção tireoidiana.

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FONTE: CONTER
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Técnicos e Tecnólogos em Radiologia são expostos a condições desumanas de trabalho pelo Estado de Rondônia e podem desenvolver patologias graves

Governo de Rondônia descumpre lei federal, expõe servidores da saúde à radiação ionizante além do recomendado e deixa profissionais suscetíveis a alterações genéticas e ao desenvolvimento de doenças como câncer, anemia, pneumonia, anomalias na pele e outras patologias que podem levar à falência do sistema imunológico

thumbnail_1405786669O governador de Rondônia, doutor Confúcio Moura, está forçando os técnicos e tecnólogos em Radiologia que são servidores públicos a trabalharem de 40 a 44 horas semanais. Embora o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) já tenha alertado reiteradas vezes sobre o efeito nocivo da medida, o poder público ignora as recomendações e age à revelia da legislação federal, colocando em risco a vida dos profissionais ocupacionalmente expostos aos efeitos biológicos das radiações ionizantes.

De acordo com o Artigo 14º da Lei n.º 7.394/85 e com o Artigo 30º do Decreto n.º 92.790/86, esses profissionais só poderiam laborar 24 horas por semana. A carga horária especial decorre da altíssima insalubridade inerente ao exercício das técnicas radiológicas e, além de estar fundamentada legalmente, encontra ressonância na Portaria ANVISA n.º 453/98, na NR 32 do Ministério do Trabalho e Emprego(MTE) e na Convenção 115 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo a presidenta do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) Valdelice Teodoro, todas as medidas legais possíveis já foram tomadas para corrigir o problema. Contudo, ainda não há resolução de mérito e, enquanto isso, os gestores públicos rondonienses insistem em manter os profissionais das técnicas radiológicas em condições inaceitáveis de trabalho. “Estou inconformada com a situação. Primeiro, tentamos dialogar. Como não houve abertura, entramos na justiça. Entretanto, o caso continua em aberto e os profissionais são obrigados a trabalhar dessa forma. São obrigados a aceitar a condição absurda de trabalho a que estão submetidos, pois dependem do emprego para sobreviver e sustentar suas famílias”, lamenta.

Para o assessor jurídico do CONTER, doutor Antônio Cesar Cavalcanti Junior, o governo estadual deveria atender à legislação federal e não poderia legislar sobre uma profissão regulamentada, pois essa prerrogativa é privativa da União e, consequentemente, cabe exclusivamente ao presidente da República. “O poder executivo estadual, ao agir como bem entende e sem nenhum critério, atenta contra sua população e coloca em risco a saúde dos servidores, além de deixar de observar aspectos fundamentais do estado democrático de direito”, lamenta.

Entenda os riscos
Se, por um lado, a radiação ionizante é indispensável para a realização dos diagnósticos por imagem, por outro, pode causar danos ao organismo humano, caso a operação da tecnologia não seja feita dentro de estritos limites de segurança.

Os raios X não têm cheiro, não tem cor ou gosto, mas têm a capacidade de atravessar o corpo e, em excesso, pode provocar alterações genéticas. Portanto, é necessário que haja um controle rigoroso das horas de trabalho, das doses absorvidas e o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados.

De acordo com a Portaria ANVISA n.º 453/98, os limites pessoais determinados pela legislação são de 50 milisieverts (mSv) de dose efetiva por ano, devendo possuir uma média de 20 mSv em 5 anos, além de valores intermediários durante os meses, que traduzem níveis sujeitos à investigação e/ou intervenção laboratorial (exames citogenéticos) e notificação às autoridades reguladoras. Para monitorar essas doses, o profissional que lida diretamente com o equipamento deve usar um dispositivo chamado dosímetro.

Os efeitos das radiações ionizantes são classificados em dois tipos: os estocásticos e os determinísticos. O primeiro ocorre em função de pequenas exposições por longos intervalos de tempo, não possuindo um limiar de dose e se manifesta, principalmente, por alterações genéticas malignas (câncer). Os efeitos determinísticos ocorrem em função de altas doses de radiação em curtos intervalos de tempo. Um indivíduo que seja exposto a uma alta dose no cristalino, por exemplo, terá catarata; um indivíduo exposto na região das gônadas poderá ficar estéril temporariamente ou permanentemente, em função da dose que recebeu. Uma irradiação de corpo inteiro ou uma contaminação, como ocorreu em Goiânia com o Césio 137, pode gerar efeitos imediatos como náuseas, vômito, diarréia, dor de cabeça e até mesmo aborto espontâneo, colapso do sistema nervoso e a morte do indivíduo.

A radiossensibilidade celular está diretamente relacionada com a taxa de reprodução do grupo celular. Quanto maior a taxa de reprodução, maior a radiossensibilidade. Então as células da pele, tireóide, gônadas e cristalino estão mais suscetíveis aos efeitos biológicos das radiações ionizantes. Portanto, devem estar protegidas no momento da exposição. Contudo, atualmente, os operadores desses equipamentos na área de segurança trabalham sem nenhum cuidado ou acompanhamento à saúde. É recomendado que os operadores de escâneres façam exame de sangue com contagem de plaquetas a cada seis meses e, ao sinal de queda, o profissional seja afastado preventivamente até o reestabelecimento das taxas.

Há riscos para qualquer indivíduo exposto ocupacionalmente, mesmo que o equipamento produza baixas taxas de dose, em função das características de ocorrência dos efeitos estocásticos. Os riscos gerados por esse tipo de equipamento mudam em função das pré-disposições genéticas de cada indivíduo, podendo se agravar em crianças.

A tese de que a radiação ionizante de baixa intensidade não é nociva à saúde humana já foi derrubada em diversos artigos científicos de renome internacional. É consenso no meio acadêmico que a exposição à radiação sem um rigoroso controle das doses absorvidas provoca alterações do material genético das células e pode causar problemas de saúde, como câncer, anemia, pneumonia, falência do sistema imunológico, problemas na pele, entre outras doenças não menos graves, que podem induzir ao infarto ou derrame.

Entre os grupos de risco, o principal é o das gestantes. Uma grávida não pode ser exposta, principalmente, se estiver no primeiro trimestre da gravidez, período em que o feto tem maior nível de radiossensibilidade. Dependendo da exposição, a radiação pode perdurar em uma contagem significativa, gerando risco de efeitos biológicos para a criança.

Servidores tentaram resolver o problema
Depois de tentar dialogar e constrangidos pela falta de sensibilidade do Governo de Rondônia, os profissionais das técnicas radiológicas, com o apoio do Conselho Regional de Técnicos em Radiologia da 18ª Região (CRTR Acre/Rondônia) e do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado de Rondônia (Sindsaúde/RO), se articularam econseguiram aprovar um projeto de lei estadual, com o objetivo de garantir a consecução dos direitos sociais previstos na legislação federal.

Em retaliação, o governador de Rondônia, doutor Confúcio Moura, vetou a nova lei. Não obstante, a Assembleia Legislativa derrubou o veto e promulgou a norma, que deveria ter entrado em vigor. Mas isso não aconteceu, pois o governo entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ/RO), sob alegação de que houve vício no processo e que somente o poder executivo poderia elaborar uma norma deste gênero. Ou seja, a completa burla do necessário. Para quem quiser conferir, o número do processo no TJ/RO é 0011622.39.2013.822.0000.

“Não é razoável, moral, legítimo, lícito, tampouco sanitário que os agentes públicos, em se tratando de trabalho, profissões e sobretudo, a saúde dos profissionais e pacientes, adotem práticas sem fundamento para prejudicar direitos que preservam à saúde dos profissionais ou editem normas sem nenhum cunho científico ou motivador, sob a falácia de economia ou gestão, causando danos irreparáveis à saúde de todos”, considera o assessor jurídico do CONTER, doutor Antônio Cesar Cavalcanti Jr.

FONTE: CONTER
http://www.conter.gov.br/

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Enfermaria juvenil do Hemorio oferece espaço humanizado para a internação

A diversão com vídeo game e jogos de futebol  é um dos diferenciais da ala que já realizou mais de 800 internações

unnamedNo sétimo andar do Hemorio, diferente do visual nem sempre tão alegre de hospitais, há um espaço diferente: paredes coloridas, notebooks com internet, vídeo game, televisão, livros e revistas fazem parte do espaço destinado especialmente para adolescentes internados na unidade. Decorado pelo arquiteto e cenógrafo Gringo Cardia, a enfermaria possui dois espaços, com seis leitos, três para meninos e três para meninas (todos com direito a acompanhante), e já melhorou a rotina de internação para mais de 862 adolescentes de 12 a 17 anos.

A enfermeira chefe de internação do andar, Danielle Marques, conta que nunca viu algo parecido nos hospitais que trabalhou. Para ela, o ambiente humanizado contribui para o sucesso do tratamento.

 - O adolescente não é mais criança, mas também não chega a ser um adulto. Tem dúvidas, mitos e isso se agrava quando ele é um paciente com doença crônica. Ter um espaço somente para ele, para o seu universo faz com que ele esqueça que está no hospital. O ambiente faz com que eles gostem de estar aqui, marcam de assistir os mesmos filmes, combinam partidas de vídeo game. Além disso, o quarto é acolhedor e se sentem inseridos no mundo porque têm acesso à internet – explica.

No notebook, jogos de futebol – O estudante Rodrigo de Souza, de 14 anos, passa horas vendo jogos do Flamengo pelo notebook. Morador do Complexo do Alemão, Rodrigo é apaixonado pelo time rubro-negro. Essa paixão ameniza a rotina de quem trata uma hemofilia grave há mais de 10 anos. Além dos vídeos, o menino também se aproxima do esporte através de jogos no vídeo game.

- Gosto do ambiente porque meu filho fica conectado com o mundo. Ele é adolescente, precisa sair e, quando não pode, precisa se distrair. Esta enfermaria é ótima para ele. Espero que mais enfermarias assim sejam feitas – disse Cláudia de Souza, mãe do menino.

A paixão por futebol é um ponto em comum entre Rodrigo e a estudante Nathália Gomes Tostes, que aos 18 anos, recorda sua internação na enfermaria juvenil do Hemorio, que aconteceu em 2010.

- Foram seis meses, entre internações e altas. Durante o período em que ficava internada, aproveitava toda a estrutura da enfermaria para me sentir em casa, e adorava assistir aos jogos do Fluminense, principalmente quando o jogador Conca estava em campo. Hoje tenho uma vida normal, curso faculdade de Letras e de Pedagogia e, se isso é possível, agradeço a toda à equipe do Hemorio pelo tratamento que recebi. Ainda tenho amigos que fiz lá, inclusive uma paciente que também ficava internada na enfermaria juvenil – conta ela.

Ampliando a humanização - Além do espaço para adolescentes, em dezembro de 2013, o Hemorio ganhou uma nova ala com 750 metros quadrados, que abriga um setor de quimioterapia e transfusão. O local concentra duas áreas: o Aquário Carioca, espaço lúdico e acolhedor para atendimento infantil, inspirado no fundo do mar, criado em parceria com a ONG Instituto Desiderata e o designer Gringo Cardia; e a Ala Henfil, para atendimento de pacientes adultos. A Secretaria de Saúde investiu R$ 4,2 milhões nos dois projetos. O hemocentro inaugurou ainda o novo Centro de Imagens, que recebeu equipamentos mais modernos, como tomógrafo, aparelhos de Raios-x e ultrassom.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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