Vigilância Sanitária abre novas vagas em curso para ambulantes

Inscrições são gratuitas e já estão abertas

Já estão abertas as inscrições para o curso da Vigilância Sanitária sobre “Noções básicas de higiene para manipuladores de alimentos”, voltado para ambulantes. O encontro será na próxima terça, dia 28, mas os interessados já podem se inscrever. Serão disponibilizadas 50 vagas e os alunos vão aprender a manipular e acomodar corretamente os alimentos que comercializam nas ruas. O objetivo é orientá-los sobre os cuidados higiênico-sanitários que devem ser tomados, com a finalidade de diminuir a ocorrência das doenças transmitidas pela comida.

O curso será somente de uma aula de três horas, que será ministrada por técnicos da Vigilância Sanitária especialistas na prevenção de riscos sanitários e de doenças transmitidas por alimentos. Ao final, haverá a distribuição de um certificado de participação individual. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (21) 2224-4606 ou pelo e-mail geducavisa@gmail.com, com o preenchimento da ficha de inscrição disponibilizada no site www.rio.rj.gov.br/vigilanciasanitaria.

Durante o encontro, serão apresentadas as normas para a higiene e controle de alimentos e como ocorrem as contaminações microbianas, além de outras consequências da manipulação incorreta. Haverá também dicas de cuidados com os alimentos, de acordo com sua origem (carnes, frios e embutidos, pescados, aves e ovos, produtos lácteos, etc), e de conservação e armazenamento.

O ambiente de trabalho também é alvo do curso, que ensina regras de asseio, higiene pessoal, lavagem, desinfecção e de controle de insetos e roedores. A legislação com normas higiênico–sanitárias também será apresentada e discutida com os participantes.

O encontro começa às 14h e vai até 17h, no auditório da Vigilância Sanitária, que fica na Rua do Lavradio, 180, na Lapa. Para aqueles que não puderem participar na próxima terça, haverá outros cursos com o mesmo tema nos dias 26 de julho, 30 de agosto, 27 de setembro, 25 de outubro, 29 de novembro e 06 de dezembro.

O curso de “Noções básicas de higiene para manipuladores de alimentos” faz parte do projeto “Sabores da Rua”, que volta o olhar da Vigilância Sanitária para os ambulantes, potenciais parceiros na diminuição dos riscos sanitários, quando orientados. Para convencê-los da necessidade de fazer o curso, foram feitas reuniões com associações, sindicatos e entidades ligadas ao comércio de rua.

As atividades educativas fazem parte do novo perfil da Vigilância Sanitária municipal, que investe na educação do setor regulado (estabelecimentos de alimentos, saúde e beleza) para diminuir o número de infrações e, consequentemente, de riscos à saúde da população carioca.

FONTE: Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc

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Ministério da Saúde libera R$ 23,7 milhões para região Sudeste

Recursos são destinados à ampliação dos atendimentos de saúde em 13 hospitais universitários da Região. Em todo o País, o Ministério repassou R$ 49,8 milhões

Hospitais universitários dos quatro estados da região Sudeste contam com mais R$ 23,7 milhões do Ministério da Saúde para ampliação e qualificação dos seus atendimentos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, 13 unidades serão beneficiadas com os recursos.

O montante, destinado aos hospitais universitários da região Sudeste, integra os R$ 49,8 milhões liberados pelo governo federal, por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF). Esse programa foi instituído em 2010 para reforçar o orçamento das universidades mantenedoras de serviços de saúde. Com isso, essas instituições podem estimular a oferta de ensino, pesquisa e atendimento de qualidade. Desde o início do REHUF já foram destinados pelo Ministério da Saúde aos hospitais universitários mais de R$ 2,9 bilhões. O Programa é desenvolvido e financiado em parceria com o Ministério da Educação.

Foram contemplados hospitais de todas as regiões do País, num total de 20 estados e o Distrito Federal. Aprovados em lei orçamentária, os valores são liberados pelo Ministério da Saúde, em parcela única, para as instituições universitárias que comprovaram o cumprimento das metas de qualidade relacionadas a porte e perfil de atendimento, capacidade de gestão, desenvolvimento de pesquisa e ensino e integração à rede do SUS.

“O REHUF é um programa que busca qualificar os serviços dos hospitais universitários para atender melhor a população e cumprir a função de hospital escola. Os recursos liberados são significativos e oferecem uma boa possibilidade de estruturação dessas unidades de saúde, que são importantes para a expansão dos atendimentos oferecido pelo SUS à toda população”, destaca o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Em 2015, por exemplo, foram realizados mais de 23 milhões de atendimentos ambulatoriais e internações pelos hospitais universitários do país, resultando em um investimento de R$ 828,3 milhões do Ministério da Saúde para o custeio desses serviços.

REHUF – De 2010 a 2015, o Ministério da Saúde repassou mais de R$ 2,6 bilhões aos 49 hospitais universitários de todo o país inscritos no REHUF. No ano passado, foram mais R$ 344 milhões a esses estabelecimentos, além de outros R$ 1,4 bilhão de incentivos a essas unidades.

Além de ser aplicado em pesquisas e na melhoria da qualidade da gestão e do atendimento, o REHUF também pode ser utilizado para reformas e aquisição de materiais médico-hospitalares, entre outras ações, conforme a necessidade e o planejamento da instituição. Os repasses liberados este ano já chegam a R$ 325 milhões.

UF

HOSPITAIS UNIVERSTIÁRIOS

Total (R$)

ES

HOSPITAL UNIVERSITARIO C. ANTONIO MORAIS/UFES

470.249,32

MG

HOSPITAL DAS CLÍNICAS/UFMG

8.861.885,15

MG

HOSPITAL UNIVERSITARIO

79.810,60

MG

HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFTM

740.901,50

MG

HOSPITAL DE CLINICAS DA UFU

9.314.345,14

RJ

INSTITUTO DE GINECOLOGIA DA UFRJ

14.895,50

RJ

INSTITUTO PUERIC. PED MAT. GESTEIRA DA UFRJ

2.800,00

RJ

HOSPITAL UNIVERSITARIO DA UFRJ

527.645,37

RJ

MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ

294.855,32

RJ

HOSPITAL UNIV. GAFFREE E GUINLE DA UNIRIO

171.246,32

RJ

HOSPITAL UNIVERSITARIO ANTONIO PEDRO

4.830,87

SP

HOSPITAL UNIVESIRTÁRIO DE SÃO CARLOS

118.640,59

SP

UNIFESP-HOSP. UNIVERSITÁRIO

3.135.322,88

Total

 

23.734.428,56

FONTE: Ministério da Saúde
http://www.saude.gov.br

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Estão abertas as inscrições para os programas de bolsas PIBIC, PROBIC e PIBITI da CNEN

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Jogos Cariocas: #Cidade Olímpica com mais qualidade de vida

Encerramento terá apresentação de ginástica rítmica e ações de promoção da saúde

Os Jogos Cariocas, uma iniciativa do Programa Academia Carioca, da Secretaria Municipal de Saúde, chegam ao fim nesta sexta-feira, dia 24, com uma grande festa de encerramento das atividades e do revezamento da tocha dos jogos. O evento acontece às 8h, na Vila Olímpica Mané Garrincha, que funciona na Rua Carlos Seixas, no Caju.

O evento tem como objetivo promover atividades integradas entre todas as áreas programáticas de saúde (APs), incentivando a confraternização entre os participantes do Programa Academia Carioca de todas as regiões do município do Rio de Janeiro. Ao todo, são esperados aproximadamente mil usuários do Programa Academia Carioca e mais 110 professores de Educação Física, além de autoridades e pessoas convidadas.

Assim como nos jogos olímpicos, os Jogos Cariocas também contam com uma tocha que foi acesa e passou por todas as dez APs ­– o circuito começou no dia 18 de abril na região de Santa Cruz e chega ao destino final, no Centro, onde permanecerá acesa. Após a chegada da tocha, o público poderá assistir a apresentações de ginástica rítmica, à celebração do espírito esportivo e à exibição da vivência experimentada pelos atletas.

Os Jogos Cariocas também têm por objetivo incentivar a solidariedade e a cidadania. Por isso, desde o início das atividades o Programa Academia Carioca também promoveu uma campanha de doação de sangue. A ideia era ampliar a oferta de sangue e hemoderivados nos bancos dos hospitais municipais. A campanha será mantida até o fim dos Jogos Paralímpicos, em setembro. Outra iniciativa cidadã do projeto foi a campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti e a prevenção às doenças causadas pelo vetor.

SOBRE OS JOGOS
As atividades iniciaram com o circuito de Revezamento da Tocha dos Jogos Cariocas, no dia 18 de abril, no CMS Aloysio Amâncio da Silva, em Santa Cruz. A unidade foi escolhida por ser a primeira unidade de saúde a implantar no Rio o Programa Academia Carioca em 2009. As ações foram divididas em três momentos a partir do início do revezamento da Tocha. Na primeira fase, os usuários participaram de jogos e práticas integradas com participantes com deficiência, alunos regulares, profissionais e funcionários das unidades de saúde.

Na segunda fase, a SMS promoveu a “Semana Carioca Olímpica”, no mês de maio, com atividades esportivas realizadas simultaneamente em cada Área Programática.  Os usuários participaram de 18 modalidades esportivas olímpicas e mais quatro atividades não olímpicas.

SOBRE O PROGRAMA ACADEMIA CARIOCA
O Programa Academia Carioca oferece aos usuários da rede de Atenção Primária da SMS serviços como ginástica nos aparelhos, grupos de caminhada, ginástica e alongamento, dança de salão, capoeira, ginástica laboral e atividades culturais, entre outros serviços. Por garantir o acesso da população a práticas que visam promover o bem estar físico mental e social, o programa ganha cada vez mais adeptos e já conta com mais de 90 mil participantes.

Com a prática regular de exercícios, 94% dos participantes do Programa Academia Carioca controlaram a pressão arterial, e 88% perderam peso. Com o hábito saudável, 16% deixaram de tomar medicamentos, 65% diminuíram a dosagem e 68% diminuíram a frequência dos remédios.

O programa também constatou um aumento no interesse de homens por serviços de saúde. Mas as mulheres ainda são a grande maioria dos usuários: elas representam 73% dos cadastrados. Por faixa etária, os idosos representam o maior número de participantes, são 43% dos inscritos, seguidos dos adultos de 46 a 59 anos, com 29%.

FONTE: Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc

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COMUNICAR o novo endereço da Sede do CRTR-RJ – 4ª Região

37e725efe26e0487bc83287a1c350936_XLO 5º Corpo de Conselheiros através de sua Diretoria Executiva, tem o prazer de COMUNICAR o novo endereço da Sede do CRTR – 4ª Região, Av. Presidente Vargas, nº 534 – 7º andar, Centro/RJ. A  inauguração será no dia 21/07/2016 excepcionalmente às 11h. Os profissionais das Técnicas Radiológicas e o público em geral devem ficar atentos ao cronograma.

Dia 15/07 a 20/07/2016 – atendimento interrompido por motivo de transferência de Sede, não haverá atendimento ao público neste Regional.

Dia 21/07/2016 – inauguração da NOVA Sede, excepcionalmente neste dia o atendimento será a partir das 11h.

Um sonho há mais de 10 anos que será realizado. A NOVA Sede conta com uma área total de 330 metros quadrados. As salas da diretoria e administração geral do CRTR-4ª Região funcionarão no mesmo andar. A NOVA Sede trará maior conforto e comodidade aos profissionais e aos cidadãos.

Lembrando ainda, que a partir das 16h do dia 14/07/2016 ficaremos sem acesso a internet e telefone, pois os mesmos serão desativados em virtude da transferência para o novo endereço.

 

Atenciosamente,

Andreia Arruda Avelino

Presidente do CRTR-4ª Região

 

Ivanir Mello da Silva

Diretor Tesoureiro do CRTR-4ª Região

 

Marcello Carlos de Souza Costa

Diretor Secretário do CRTR-4ª Região

FONTE: CRTR-RJ 4ª Região
http://www.crtrrj.gov.br

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Ministério da Saúde confirma 1.616 casos de microcefalia em todo o país

O informe reúne as informações encaminhadas semanalmente pelas secretarias estaduais de saúde até 18 de junho. Desde o início das investigações, foram notificados 8.049 casos suspeitos

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira (22), novos dados de microcefalia. Até 18 de junho, foram confirmados 1.616 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita em todo o país. Desde o início das investigações, em outubro do ano passado, 8.039 casos suspeitos foram notificados ao Ministério da Saúde.

Do total de notificados, foram descartados 3.416 casos por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalia ou malformações confirmadas por causa não infecciosas. Também foram descartados por não se enquadrarem na definição de caso. Outros 3.007 permanecem em investigação.

Do total de casos confirmados, 233 tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus Zika. O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia. Os 1.616 casos confirmados em todo o Brasil ocorreram em 576 municípios, localizados em todas as unidades da federação e no Distrito Federal.

Em relação aos óbitos, no mesmo período, foram registrados 324 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no país. Isso representa 4% dos casos notificados. Destes, 86 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 182 continuam em investigação e 56 foram descartados.

O Ministério da Saúde ressalta que está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos estados, além da possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

A pasta orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 18 de junho de 2016

Regiões e Unidades Federadas

Casos de Microcefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênita

Total acumulado1 de casos notificados de 2015 a 2016

Em investigação

Confirmados2,3

Descartados4

Brasil

3.007

1.616

3.416

8.039

Alagoas

68

74

176

318

Bahia

648

263

243

1.154

Ceará

177

123

209

509

Maranhão

76

130

61

267

Paraíba

287

143

457

887

Pernambuco

477

366

1.165

2.008

Piauí

9

87

73

169

Rio Grande do Norte

258

113

64

435

Sergipe

70

111

54

235

Região Nordeste

2.070

1.410

2.502

5.982

Espírito Santo

83

13

61

157

Minas Gerais

59

3

55

117

Rio de Janeiro

282

72

146

500

São Paulo

211ª

10b

173

394

Região Sudeste

635

98

435

1.168

Acre

11

2

27

40

Amapá

1

7

3

11

Amazonas

12

7

5

24

Pará

43

1

0

44

Rondônia

5

5

7

17

Roraima

5

10

11

26

Tocantins

53

17

85

155

Região Norte

130

49

138

317

Distrito Federal

5

5

36

46

Goiás

47

14

79

140

Mato Grosso

85

27

119

231

Mato Grosso do Sul

2

3

14

19

Região Centro-Oeste

139

49

248

436

Paraná

3

4

30

37

Santa Catarina

1

1

5

7

Rio Grande do Sul

29

5

58

92

Região Sul

33

10

93

136

1 Número cumulativo de casos notificados que preenchiam a definição de caso operacional anterior (33 cm), além das definições adotadas no Protocolo de Vigilância (a partir de 09/12/2015) que definiu o Perímetro Cefálico de 32 cm para recém-nascidos com 37 ou mais semanas de gestação e demais definições do protocolo.
2 Apresentam alterações típicas: indicativas de infecção congênita, como calcificações intracranianas, dilatação dos ventrículos cerebrais ou alterações de fossa posterior entre outros sinais clínicos observados por qualquer método de imagem ou identificação do vírus Zika em testes laboratoriais.
3 Foram confirmados 233 casos por critério laboratorial específico para vírus Zika (técnica de PCR e sorologia).
4 Descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas confirmada por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos.
a. Conforme informado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo 211 casos se encontram em investigação para infecção congênita. Desses, 38 são possivelmente associados com a infecção pelo vírus Zika, porém ainda não foram finalizadas as investigações.
b. 01 caso confirmado de microcefalia por Vírus Zika em recém-nascido com local provável de infecção em outra UF.

FONTE: Ministério da Saúde
http://www.saude.gov.br

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Uso de fitoterápicos e plantas medicinais cresce no SUS

Política nacional implantada pelo Ministério da Saúde completa 10 anos atendendo a 16 mil pessoas e garantindo o uso sustentável da biodiversidade brasileira; selo e carimbo são lançados

Os brasileiros estão, cada vez mais, apostando em tratamentos à base de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos: entre 2013 e 2015 a busca por esses produtos no Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou, crescendo 161%. Há três anos, cerca de 6 mil pessoas procuraram alguma farmácia de atenção básica para receber os insumos; no ano passado essa procura passou para quase 16 mil pessoas. A iniciativa, criada pelo Ministério da Saúde para garantir o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos no país, já está presente em cerca de 3.250 unidades de 930 municípios brasileiros.

“Os fitoterápicos têm uma participação importante no mercado de medicamentos porque eles refletem também nossa cultura, nossa tradição e História. Além disso, são medicamentos de baixo custo aos quais parte da população está habituada, pois aprendeu a usá-los com seus avós e pais. É importante que possamos ampliar o acesso a fitoterápicos no SUS”, afirmou o ministro Ricardo Barros nesta quarta-feira (23) durante o evento que marcou uma década da política no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

Saiba mais sobre a política nacional de fitoterápicos acessando a Web Rádio Saúde aqui e aqui.

Na celebração foi lançado carimbo comemorativo e selo personalizado em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). As duas mil unidades do selo serão distribuídas em correspondências do Ministério da Saúde. O carimbo ficará disponível pelos próximos 30 dias na agência dos Correios da Câmara dos Deputados; após esse prazo, ele será integrado ao acervo do Museu Postal da ECT.

INDICAÇÕES – Em média, por ano, a política beneficia 12 mil pessoas, as quais utilizam medicamentos fitoterápicos industrializados, fitoterápicos manipulados, drogas vegetais e planta medicinal fresca. Atualmente, o SUS oferta doze medicamentos fitoterápicos. Eles são indicados, por exemplo, para uso ginecológico, tratamento de queimaduras, auxiliares terapêuticos de gastrite e úlcera, além de medicamentos com indicação para artrite e osteoartrite.

De acordo com o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), os fitoterápicos mais utilizados na rede pública são o guaco, a espinheira-santa e a isoflavona-de-soja, indicados como coadjuvantes no tratamento de problemas respiratórios, gastrite e úlcera e sintomas do climatério, respectivamente.

Os produtos fitoterápicos e plantas medicinais, assim como todos os medicamentos convencionais, são testados para o conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, e também para garantir  a qualidade do insumo. Cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e às Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estaduais o controle desses medicamentos.

PROGRAMA NACIONAL – Em 2006 foi publicada a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (Decreto nº 5.813/2006), que está completando 10 anos de sua publicação. Suas diretrizes foram, em seguida, detalhadas no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) (Portaria Interministerial nº 2.960/2008). O objetivo da Política e do PNPMF é “garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional”.

INVESTIMENTOS – Desde 2012, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, investiu mais de R$ 30 milhões em 78 projetos de plantas medicinais e fitoterápicos no âmbito do SUS.

Os projetos têm o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva nos municípios, estados e Distrito Federal, especialmente a oferta de fitoterápicos aos usuários do SUS. Os 78 projetos que já receberam recursos federais estão distribuídos por todas as regiões do país e foram estruturados a partir dos editais do Ministério da Saúde. Até o momento, são 31 iniciativas de arranjo produtivo local, 44 de assistência farmacêutica e três de desenvolvimento e registro sanitário de medicamentos fitoterápicos da Relação Nacional de Medicamentos (Rename) por laboratórios oficiais públicos.

CURSO PARA MÉDICOS – O Ministério da Saúde realizou, em 2012 o primeiro curso de Fitoterapia para Médicos, na modalidade de Educação à Distância (EAD). A primeira turma capacitou 300 profissionais de todas as regiões do país. Neste ano, uma segunda turma deverá fazer o curso, com previsão de 600 vagas para médicos de todo Brasil. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o tema e sensibilizar profissionais de saúde e população para esta opção terapêutica, permitindo o acesso da população brasileira aos fitoterápicos com eficácia, segurança e qualidade.

Além disso, o Ministério da Saúde, por meio de eventos, busca promover a integração entre os setores produtivo, serviços de saúde, academia, Anvisa e demais ministérios, a fim de identificar as potencialidades para produção de medicamentos fitoterápicos.

NAS FARMÁCIAS – Atualmente, o mercado brasileiro comercializa diversos medicamentos fitoterápicos, simples e associados, com atuação em várias áreas do organismo humano. Para o Sistema Nervoso Central, por exemplo, são comercializados a Passiflora sp., Valeriana officinalis, Hypericum perforatum, Piper methysticum e Melissa officinalis.

Grupos de pesquisa sobre saúde mental vêm realizando estudos com medicamentos fitoterápicos indicados para tratamentos de doenças psiquiátricas, os quais demonstram resultados positivos. Por exemplo, estudos demonstram a superioridade da Passiflora incarnata em relação ao placebo no tratamento de sintomas da ansiedade, sendo suas conclusões classificadas como preliminares.

Posição semelhante é encontrada na monografia da Comunidade Europeia, que considera preliminares as evidências de eficácia ansiolítica da Passiflora, porém reconhece seu uso estabelecido tradicionalmente para “alívio de sintomas discretos de estresse mental e auxílio ao sono”.

FONTE: Ministério da Saúde
http://www.saude.gov.br

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