Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres aumenta produção em 80%

Secretário de Estado de Saúde, Marcos Musafir, visitou o primeiro centro de atendimento a politraumatizados do país nesta terça-feira (18). Unidade, que conta com equipe treinada nos Estados Unidos, foi responsável pelo atendimento a vítima do acidente da Linha Amarela, em janeiro 

b_800_600_0_00_images_stories_ASCOM_hospAlbertoTorres-visitaSecretario_hosp_Alberto_Torres_-_visita_secretario_061Com sete meses de funcionamento, o Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres já aumentou a sua produção em 80% mantendo índice de sucesso equivalente aos principais centros internacionais de referência ao atendimento de politraumatizado: menos de 5% de mortalidade dos casos atendidos. Em fevereiro, a unidade já atendeu 93 pacientes até o dia 17/02; enquanto que em agosto do ano passado foram 56 em todo mês. Nesta terça-feira (18), o novo secretário de Estado de Saúde, Marcos Musafir, esteve no Centro de Trauma para acompanhar o trabalho das equipes.

– É gratificante ver esta unidade funcionando acima das expectativas, pois acompanhei o surgimento deste projeto. É muito importante para o Rio, que será sede de grande eventos, ter um local onde seja possível atender um paciente politraumatizado – disse Musafir.

Para o coordenador médico do Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres, José Padilha, profissional com mais de 20 anos de carreira, a unidade é a realização de um sonho.

– Tenho certeza que estamos fazendo um trabalho diferenciado, importante não só para o Rio, como para o país. Conseguimos fazer um trabalho integrado, o que torna decisivo o atendimento ao paciente. Posso dizer que esta unidade está surpreendendo à todos que acreditavam neste projeto dentro e fora do país – explica Padilha.

Leia mais:

Adolescente de 16 anos tem a vida salva no novo Centro de Trauma do Governo RJ

Centro de Trauma do HEAT tem índices internacionais de sucesso

Além do Centro de Trauma, o secretário Marcos Musafir percorreu a emergência e as enfermarias, conversando com funcionários e pacientes, como a aposentada Iara Rocha dos Santos, 67 anos, que fraturou a tíbia da perna esquerda após um acidente doméstico.

– Estou muito satisfeita com o atendimento que recebi aqui no hospital. Os médicos e as enfermeiras sempre me trataram muito bem. Parece até que estou em um hotel cinco estrelas – se diverte a aposentada.

Estrutura – O Centro de Trauma conta com três salas de cirurgia, uma delas inteligente, equipada com tecnologia alemã. Do próprio centro cirúrgico, o médico pode acompanhar a tomografia em tempo real, sem precisar esperar que o exame seja revelado. Isso permite uma tomada de decisões rápidas sobre procedimentos a serem adotados durante a cirurgia. Outra vantagem é que o médico pode consultar e ampliar a imagem ao longo do procedimento cirúrgico.Com mil metros quadrados, a unidade conta ainda uma tomografia exclusiva, cinco leitos de recuperação pós-anestésica, 35 leitos de CTI, quatro leitos de observação e heliponto para receber casos urgentes de todo estado do Rio.

Hora de ouro – Os estudos mostram que se as vítimas forem socorridas em até uma hora — a chamada hora de ouro — após a ocorrência do trauma, correm menos risco de morrer ou ter sequelas graves. Por isso, o método internacional define que as ações devem ocorrer dentro de prazos definidos.

Outro diferencial no atendimento se refere à presença do anestesista antes mesmo do paciente entrar na sala cirúrgica. O trabalho de toda a equipe médica do novo Centro de Trauma terá as ações integradas por um sistema novo: o conceito de time. Cada profissional, dentro de sua atribuição, atuará de forma simultânea com os demais médicos, em casos como acidentes de trânsito, atropelamentos, quedas e demais lesões ocasionadas por traumas.

Números – Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde em 2012, a mortalidade por trauma corresponde a 10% de todas as causas de morte no mundo. Todo ano 5,8 milhões de pessoas morrem vítimas de trauma, 32% a mais que a soma das mortes por malária, Aids e tuberculose, por exemplo. A maior parte tem de 5 a 44 anos. Os traumas respondem ainda pela maioria das incapacitações permanentes.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

Esta entrada foi publicada em Blog. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *