Profissionais de UPAs recebem treinamento para identificar Infarto Agudo do Miocárdio

Iniciativa faz parte do Programa de Angioplastia Primária, criado pelo IECAC, e estima capacitar 500 profissionais de saúde nos próximos meses

infarto_miocárdio_upa_curso_alessandra_coelho_2_1Profissionais que atuam nas UPAs de Copacabana, Botafogo, Tijuca e Engenho Novo começam a receber treinamento do Programa de Angioplastia Primária (PAP-RIO), criado no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac), no Humaitá. O procedimento é uma das tecnologias mais modernas para o tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e consiste na implantação de stent para desobstrução do vaso coronariano. O projeto atende pacientes encaminhados por algumas UPAs estaduais que têm o perfil para ser submetidos ao tratamento.

A angioplastia primária começou a ser realizada no IECAC em maio deste ano e, agora, a ideia é treinar as equipes das UPAs selecionadas para aprimorar o atendimento a pacientes que apresentem sintomas de IAM. A estimativa é capacitar cerca de 500 profissionais de saúde nos próximos meses. Um dos focos do treinamento é identificar o diagnóstico em um curto espaço de tempo e encaminhar o paciente para o IECAC para submetê-lo à angioplastia primária. A agilidade no atendimento é fundamental para evitar complicações mais graves imediatas e futuras.

Além de o treinamento focar os principais sintomas, características e classificações de risco, as equipes serão orientadas de como proceder ao identificar um paciente infartado. Tão logo o acolhimento realize o eletrocardiograma, o laudo deverá ser encaminhado para o IECAC para que a equipe da unidade adote as medidas necessárias em conjunto com os médicos da UPA, decidindo sobre a necessidade de transferência do paciente até o instituto.

Atenção aos primeiros sinais – Entre os critérios para realização do procedimento, é necessário que o tempo ideal entre a entrada do paciente na UPA e a chegada ao IECAC seja de até 120 minutos. Por isso, é fundamental que a população se conscientize em procurar imediatamente uma unidade de saúde aos primeiros sintomas.

– O paciente com infarto pode ser tratado com trombolítico, que já é ministrado em todas as nossas UPAs, ou com a angioplastia. É importante que o profissional da UPA saiba identificar o que é indicado para cada caso e é esse treinamento que estamos fazendo. O médico do Iecac visualiza o laudo e decide, juntamente com o médico da UPA, o que é mais adequado. Caso a escolha seja pela angioplastia, o paciente é transferido imediatamente para o Iecac, onde é feito o procedimento – explica o coordenador do Núcleo de Cardiologia da Secretaria de Estado de Saúde, Victor Fonseca.

Atualmente, participam do projeto as UPAs de Copacabana, Tijuca, Botafogo, Engenho Novo e Penha. Aideia é estender para toda a rede. A escolha das UPAs não foi aleatória. Foram consideradas a incidência de casos de infarto no estado e a facilidade de acesso ao IECAC. O contato da UPA é feito diretamente com os profissionais do Núcleo de Cardiologia ou com o hemodinamicista de plantão no Iecac.

– Poucos hospitais do país oferecem esse tratamento, inclusive os particulares. No Iecac, será possível realizar a angioplastia primária em larga escala, já que temos uma demanda enorme de casos no estado – ressalta Victor.

Por se tratar de um tratamento ainda pouco usado no país, não há números que mostrem a eficácia do procedimento. Mas nos Estados Unidos, onde a angioplastia primária já é uma realidade na rede de saúde há mais de oito anos, as taxas de mortalidade de pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio caíram de cerca de 13% para os atuais 3%.

Principais sintomas – Entre os principais sintomas do Infarto Agudo do Miocárdio estão dor ou desconforto intenso atrás do osso esterno (na região anterior do tórax) que pode irradiar para o pescoço, mandíbula, membros superiores e dorso, além de náuseas, vômitos, sudorese e palidez. Em alguns casos, o problema não apresenta sintomas visíveis.

Gestão – Desde agosto de 2012, com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde, o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac) foi incorporado pela Fundação Saúde, que é responsável pela sua gestão.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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