UPAs atingem mais de 27 milhões de atendimento com 99,5% de casos resolvidos

Sucesso do projeto, que desafoga emergência dos hospitais, comprova a eficácia do modelo implantado há oito anos pelo Governo do Estado do Rio

SONY DSCAs 58 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), distribuídas em municípios do Estado do Rio de Janeiro não param de bater recordes. No último fim de semana, o número de atendimentos chegou a 27 milhões, sendo que 99,5% dos casos são resolvidos nas próprias unidades, desafogando assim as emergências dos hospitais públicos. Já foram realizados mais de 23 milhões de exames e 1,2 milhão de atendimentos odontológicos. Foram distribuídos também nas UPAs, cerca de 183 milhões de medicamentos.

Os dados validam a política implantada pela Secretaria de Estado de Saúde, cujo objetivo é desafogar as unidades de urgência e emergência, direcionando para as UPAs os casos de baixa e média complexidades. Diante do sucesso do projeto, o Rio de Janeiro acabou exportando o modelo de atendimento, para outros estados, e até para fora do país: a Argentina adotou o sistema de atendimento médico criado pela secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Nas UPAs são oferecidas as seguintes especialidades: clínica médica, pediatria, além de serem realizados exames laboratoriais, sutura, medicação e nebulização. Importante lembrar que nenhuma UPA tem ortopedistas, portanto, se este for o caso, o paciente deve procurar um hospital-geral. Todas as unidades dispõem de salas de cuidados intensivos e semi-intensivos, voltadas para o atendimento de casos mais graves. Algumas unidades contam ainda com atendimento odontológico.

Atendimento à dor torácica – Na rede estadual de saúde, desde 2009, as UPAs seguem um protocolo de atendimento à dor torácica, que vem ajudando a minimizar sequelas e a salvar vidas dos pacientes. Funciona assim: ao dar entrada na unidade, o paciente com quadro suspeito de infarto faz eletrocardiograma e exames laboratoriais específicos para confirmar a suspeita da doença. Os pacientes com perfil clínico que se encaixe no protocolo são medicados e encaminhados para a realização de exames e/ou procedimentos complementares em unidades com profissionais especializados. Quando não é necessário, o paciente, após medicado, permanece em observação na UPA, onde é acompanhado pela equipe médica da unidade.

Outro projeto que vem ajudando pacientes atendidos nas UPAs é a aplicação de trombolítico, procedimento não invasivo indicado para casos de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico. Os pacientes que dão entrada nas unidades de pronto atendimento com sintomas de AVC são avaliados remotamente pela Central de Neurologia do Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), que funciona 24 horas, e, caso tenham o perfil de tratamento com trombolítico, são transferidos para o hospital. Na maioria dos casos, as sequelas são revertidas ou diminuídas significativamente em função da rapidez do diagnóstico e do início do tratamento. Atualmente, o HEGV ocupa o segundo lugar do país entre as unidades que mais realizam trombólise e já aplicou o procedimento em mais de 120 pacientes com taxa de sucesso de cerca de 95%, percentual acima da média mundial.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
http://www.saude.rj.gov.br

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