Workshop define diretrizes para expansão da medicina nuclear

Grupos de trabalho vão debater protocolos e procedimentos que serão utilizados para estruturar as bases do Plano Nacional de Expansão da Medicina Nuclear.

thumbnail_1432065364A criação de uma comissão permanente para estruturar as bases do Plano Nacional de Expansão da Medicina Nuclear será o ponto de partida para a restruturação de toda a cadeia que envolve a especialidade no Brasil, desde a importação de matéria-prima para a produção de radiofármacos até o paciente.

A estratégia foi definida no workshop “Plano Nacional de Expansão da Medicina Nuclear”, realizado nesta quarta-feira, 13, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo.

Um dos principais objetivos é a ampliação dos benefícios da medicina nuclear para a população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). “Às vezes demora um ano para que um paciente [do SUS] consiga realizar uma cintilografia. É muito dolorosa essa situação da saúde pública, embora muitas ações já estejam sendo feitas”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), Claudio Tinoco, na abertura do evento.

Promovido pela SBMN em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), representado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN/MCTI) e pelo Ipen, e com o Ministério da Saúde, o encontro debateu as fragilidades da medicina nuclear no Brasil e as ações para superá-las. Uma das primeiras medidas a serem tomadas pela nova comissão permanente será a formação de grupos de trabalho com foco na criação de protocolos e procedimentos adequados, nas questões relativas a insumos e reajustes e na busca de fomento para pesquisa e ensino.

A ideia é que a expansão da medicina nuclear seja uma política de Estado, mas, para isso acontecer,  na opinião do gerente do Centro de Radiofarmácia do Ipen, Jair Mengatti, é fundamental envolver os ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). “Sem pesquisa, não chegaremos a lugar algum. Temos que buscar financiamento. É pela pesquisa que avançaremos continuamente no ciclo de produção dos radiofármacos”, destacou.

O Ipen é o maior responsável pela produção e processamento de radiofármacos no Brasil, mas a principal matéria-prima, o radioisótopo molibdênio-99 (99Mo), é obtida via importação. “Em 30 anos, o Ipen nunca deixou de fornecer radiofármacos”, afirmou José Carlos Bressiani, superintendente do Ipen.

O instituto é uma autarquia vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo e gerida técnica e administrativamente pela CNEN.

Além da SBMN, da CNEN e suas unidades e do MS, participaram do Workshop representantes da Associação Brasileira de Física Médica (ABFM), da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) e o prefeito de Iperó, Vanderlei Polizeli.

FONTE: CONTER
http://www.conter.gov.br

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