Tratamento de ponta para casos de Infarto Agudo do Miocárdio chega a unidades estaduais de saúde

Cinco pacientes já foram submetidos à angioplastia primária com sucesso. Nos EUA, procedimento ajudou a reduzir a taxa de mortalidade de 13% para 3%

b_800_600_0_00_images_stories_ASCOM_IECAC-campanhaColesterolCobal_IECAC_web1Uma das tecnologias mais modernas para o tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio já está disponível para os usuários da rede estadual de saúde. A angioplastia primária com implante de stent vem sendo utilizada no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac), no Humaitá, em pacientes encaminhados por algumas UPAs estaduais que têm o perfil para ser submetidos ao tratamento. Até agora, foram realizados cinco procedimentos, o último no dia 06 de maio em um paciente com 73 anos proveniente da UPA Taquara, todos com sucesso.

A angioplastia primária consiste na desobstrução do vaso coronariano através de cateterismo e colocação de stent. Entre os critérios para realização do procedimento, é necessário que o tempo entre a entrada do paciente na UPA e a chegada ao Iecac seja de até 120 minutos. Por isso, é fundamental que a população se conscientize em procurar imediatamente uma unidade de saúde aos primeiros sintomas.

– O paciente com infarto pode ser tratado com trombolítico, que já é ministrado em todas as nossas UPAs, ou com a angioplastia. É importante que o profissional da UPA saiba identificar o que é indicado para cada caso e é esse treinamento que estamos fazendo. O médico do Iecac visualiza de forma remota o eletrocardiograma do paciente e decide, juntamente com o médico da UPA, o que é mais adequado. Caso a escolha seja pela angioplastia, o paciente é transferido imediatamente para o Iecac, onde é feito o procedimento – explica o coordenador do Núcleo de Cardiologia da Secretaria de Estado de Saúde, Victor Fonseca.

Neste primeiro momento, as UPAs que participam do projeto, chamado de PAP-Rio, são Copacabana, Tijuca, Botafogo, Engenho Novo e Penha, mas há casos de encaminhamento de pacientes de outras unidades. A ideia é estender para toda a rede. A escolha das UPAs não foi aleatória. Foram consideradas a incidência de casos de infarto no estado e a facilidade de acesso ao Iecac. O contato da UPA é feito diretamente com os profissionais do Núcleo de Cardiologia ou com o hemodinamicista de plantão no Iecac.

– Poucos hospitais do país oferecem esse tratamento, inclusive os particulares. No Iecac, será possível realizar a angioplastia primária em larga escala, já que temos uma demanda enorme de casos no estado – ressalta Victor.

Por se tratar de um tratamento ainda pouco usado no país, não há números que mostrem a eficácia do procedimento. Mas nos Estados Unidos, onde a angioplastia primária já é uma realidade na rede de saúde há mais de oito anos, as taxas de mortalidade de pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio caíram de cerca de 13% para os atuais 3%.

Principais sintomas – Entre os principais sintomas do Infarto Agudo do Miocárdio estão dor ou desconforto intenso atrás do osso esterno (na região anterior do tórax) que pode irradiar para o pescoço, mandíbula, membros superiores e dorso, além de náuseas, vômitos, sudorese e palidez. Em alguns casos, o problema não apresenta sintomas visíveis.

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro

http://www.saude.rj.gov.br

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