SES investe em programa de hotelaria hospitalar em suas unidades

Conforto, segurança e satisfação do usuário, valorização e incentivo dos profissionais das unidades de saúde. Esses são os principais objetivos do projeto de hotelaria hospitalar que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) vem implementando desde abril de 2011. São normas e rotinas de enfermagem e administrativas que estão promovendo mudanças no cotidiano dos hospitais da rede pública estadual de saúde.

– Estamos aqui para ajudar a criar mecanismos para que a equipe da unidade trabalhe junta. Para isso é importante respeitar as particularidades de cada unidade. Nós não queremos impor nada, apenas damos sugestões para melhorar o ambiente hospitalar – esclarece um dos coordenadores do programa, Guilherme Maia. – A maior dificuldade é promover uma mudança cultural nos profissionais. Sugerimos mudanças no conceito de ambiência e aperfeiçoamento da relação com o cliente, sempre lembrando que estamos falando de hospitais.

As ações estão divididas em cinco frentes de trabalho: segurança e conforto, lavanderia e rouparia, serviço de nutrição e dietética, higiene e limpeza, e humanização. Entre as mudanças, estão a climatização, construção de banheiros com barras de segurança, organização do fluxo de rouparia, implantação de cardápios diferenciados em datas festivas, capacitação das equipes de limpeza, cuidado integral e melhoras no local de repouso dos profissionais.

Para isso a assessoria de humanização da SES contou com uma equipe multidisciplinar, composta de enfermeiros, nutricionistas e farmacêuticos. Além de contar com representantes e replicadores dentro de cada hospital.

– O processo é dividido em duas etapas: implementação e monitoramento. Esse monitoramento acontece bimestralmente e os resultados são apresentados à direção da unidade – explica Guilherme.

Pacientes recebem kits – Muitas unidades já possuíam rotinas e padrões, mas elas eram desconhecidas pela grande maioria dos funcionários. Uma das mudanças mais bem recebidas é a distribuição de kits de rouparia na internação. Eles vêm com roupa de cama, pijama e toalha. Para que isso fosse possível, houve uma reestruturação nos setores de rouparia das unidades e os resultados já podem ser vistos.

– É uma visão da rede particular que nós estamos trazendo para a rede pública. São princípios da rede hoteleira adaptados para a realidade hospitalar. O usuário, seja da rede pública ou privada, quer respeito, conforto, quer ser bem tratado. E é isso que tentamos melhorar com o projeto – afirma a consultora Rosângela Irano, que vem ajudando no desenvolvimento e na implementação do projeto desde o início.

O projeto-piloto aconteceu em quatro unidades: Hospital Estadual Rocha Faria (HERF), em Campo Grande, Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), na Penha, Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, e Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), em Marechal Hermes. Agora, o programa está em fase de implantação no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN), em Saracuruna, e no Hospital Estadual Albert Schweitzer (HEAS), em Realengo.

Cuidados especiais com os enxovais – À medida que os resultados positivos aparecem, novas ideias surgem. Estão em fase de estudo a uniformização das recepcionistas e a contratação de uma equipe para cuidar exclusivamente dos enxovais nas maternidades. A direção do Hospital Alberto Torres estuda uma parceria com o Senac para formar essa equipe de camareiras.

– O programa tira as pessoas da zona de conforto e a primeira reação é discordar. Depois da implementação do programa, percebemos que a gestão das unidades está ficando mais próxima da equipe que está na ponta e isso motiva o funcionário. Dar uma sala de dormir com uma cama é um jeito de dizer: ‘você é importante’ – acrescenta Guilherme.  

FONTE: Governo do Estado do Rio de Janeiro
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