Teresópolis recebe o Encontro de Monitoramento da Região Serrana sobre Tuberculose

Objetivo é prevenir a doença na região

Aconteceu na manhã desta quarta-feira, 14, na sede da Secretaria Municipal de Saúde, na Tijuca, o Encontro de Monitoramento da Região Serrana sobre Tuberculose. Com o objetivo de apoiar as coordenações dos PCT (Programas de Controle de Tuberculose) dos municípios do Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde está realizando visitas de monitoramento ao longo do ano de 2013. São ações educativas que possibilitam a troca de conhecimento entre os municípios participantes e que oferecem uma oportunidade de aproximação de vivência de cada localidade.

O encontro, que foi coordenado pela técnica do PCT e Gerência de Pneumologia Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde, Sandra Bittar, contou com a presença das coordenadoras dos programas de pneumologia de Teresópolis, Elvira Crivano, e de Guapimirim, Ellen Glaucia Silva, e da diretora do Departamento de Higiene e Saúde Coletiva de Teresópolis, Adriana Chaves. Em pauta, a troca de informações no sentido de minimizar e solucionar problemas para a melhoria das ações sobre a tuberculose.

Segundo Sandra Bittar, “o objetivo principal do PCT é fazer um controle do tratamento da doença, aplicando e desenvolvendo oficinas de educação continuada em todo o Estado, monitorando e diagnosticando os casos de tuberculose e o procedimento adotado pelo PCT no município”.

Os encontros realizados têm como meta proporcionar um espaço de construção coletiva de conhecimento, identificar serviços de saúde que necessitem de maior atenção, identificar desafios nos aspectos técnicos e administrativos em relação à estratégia de controle da tuberculose, monitorar atividades planejadas para controle da doença e incentivar melhorias técnicas e operativas.

De acordo com dados levantados pelo SINAN (Sistema de Informação de Agravos e Notificações), em 2011 no Estado do Rio de Janeiro foram identificados 14.756 casos de tuberculose, sendo 11.654 incidentes, ou seja, novos casos da doença. Na Região Serrana, o mesmo estudo apontou 300 casos da doença, sendo 45 deles em Teresópolis.

“Temos que desmitificar a tuberculose como uma doença do passado. No Brasil, o Rio de Janeiro apresenta os maiores números em casos incidentes da doença de tuberculose, devido à concentração da população. Temos que identificar e tratar os portadores da doença. A tuberculose pode levar a óbito um paciente que não fez o tratamento adequado. Observamos hoje que a maioria dos casos de morte em indivíduos com HIV/AIDS é devido à tuberculose”, explicou Sandra Bittar.

“Teresópolis é uma cidade muito fria e que apresenta uma concentração muito grande da população em locais fechados e de uso coletivo, por isso devemos fazer uma trabalho de prevenção quanto à transmissão da doença, que acontece unicamente de forma respiratória”, completou Elvira Crivano.

Outro tema abordado no encontro foi o sintomático respiratório, que consiste em toda pessoa que apresenta tosse, em especial com escarro por mais de duas semanas. Somente isto não significa que esta pessoa esteja com tuberculose, por isso ela deverá fazer o exame de escarro, para a pesquisa do bacilo da tuberculose, para afastar ou não esta possibilidade.

“O sintomático respiratório é o indivíduo mais importante no trabalho de prevenção da doença realizado pelo PCT. Temos que examiná-lo para confirmar ou afastar qualquer possibilidade de tuberculose. O Encontro de Monitoramento é essencial para que possamos identificar mais casos em Teresópolis. Através do encontro formulamos mais estratégias para investigar, diagnosticar, tratar e quebrar a cadeia de transmissão”, pontuou Elvira Crivano.

FONTE: Prefeitura Municipal de Teresópolis
http://www.teresopolis.rj.gov.br

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